Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
Na telenovela brasileira “malhação – viva a diferença”, foi mostrado a vida da personagem Keyla, uma mãe adolescente. Longe da ficção, a gravidez precoce tem acarretado impasses como abandono escolar e gestação de risco. Em virtude disso, é importante mencionar como a não utilização de meios contraceptivos e desigualdade do sistema de saúde provocam tais problemas na sociedade.
De fato, a não utilização de meios contraceptivos e pouca informação sobre sua importância contribuem para a gravidez precoce. Isso acontece porque, sem o devido conhecimento sobre esses ou sobre sua correta utilização, muitas meninas mantem relações de risco. Por exemplo, segundo dados do Ministério da Saúde, 6 em cada 10 adolescentes não usaram preservativo em alguma relação sexual no último ano. Por consequência, muitas meninas engravidam sem planejamento e sem o apoio familiar, sendo obrigadas a assumirem responsabilidades de mães antes mesmo do termino dos estudos, assim, conforme dados da Pnad, 75% das adolescentes que têm filhos estão fora da escola.
Além disso, a desigualdade do sistema de saúde está diretamente ligada a gestação de adolescentes. Isso porque, em muitas cidades ainda faltam orientadores e especialistas em planejamento familiar. Exemplificando, as regiões Norte e Nordeste têm os maiores números relativos de gravidez precoce no Brasil. Ademais, a gravidez na adolescência tem riscos para a saúde, tais como, bebê com baixo peso, falta de ferro, anemia profunda e até mesmo pressão alta.
Torna-se evidente, portanto, a importância da educação sexual no Brasil. Nesse sentido, é fundamental uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação, para a realização de campanhas e palestras educativas em escolas de ensino fundamental e médio para o debate informativo sobre relação sexual e meios contraceptivos, com a participação de profissionais da saúde e alunos. Dessa forma, conforme o afirmou Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, logo, fica claro a importância de educar e reeducar esses jovens sobre sexualidade e relação sexual, esperando assim, uma diminuição dos casos de gravidez precoce no Brasil.