Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
A gravidez na adolescência se tornou comum no Brasil. Atualmente, cerca de 18% dos partos são realizados em mulheres de 12 a 19 anos, segundo pesquisa do Ministério da Saúde de 2017. O fato assusta e medidas devem ser tomadas, pra que se consiga mudar o cenário. Além das dificuldades de criar um filho, as adolescentes que se tornam mães enfrentam o preconceito e bruscas mudanças na vida.
É primordial ressaltar que, uma gravidez vem atribuída de um planejamento a longo prazo. É indispensável pensar nas obrigações financeiras de um filho, como a alimentação e demais necessidades básicas, o que é uma dificuldade ainda maior para as jovens. Já que, estão em fase de construção da vida e costumam possuir dúvidas quanto a que carreira profissional seguir. A problemática se agrava mais, pois em mais da metade dos casos ocorre a evasão escolar, o que rompe com as expectativas de vida da adolescente.
Paralelo a essas mudanças, o preconceito surge, e para superar a família e o companheiro devem desempenhar um papel fundamental, o de dar suporte à futura mãe. Porém, em muitos casos isso não ocorre e a jovem passa a carregar sozinha o peso da maternidade, que pode trazer riscos a sua saúde em função do desenvolvimento do corpo na adolescência. Tudo isso torna a discussão importante, pois uma gravidez nessa fase pode significar viver à margem da sociedade e a criação de um ciclo repetitivo para os filhos.
Dado o exposto, relacionando-o com o pensamento de Henri Berson, que afirma a existência de dois conhecimentos, o relativo e o absoluto, se faz necessário que os jovens tenham mais acesso a educação sexual, para que saiam do que conhecem por sua perspectiva particular e entendam como a sexualidade realmente é. Para isso o Ministério da Saúde, junto com o Ministério da Educação, devem organizar uma cartilha que deverá ser entregue nas escolas ao alunos a partir de 12 anos, e que trará informações sobre o uso de métodos contraceptivos e como acessá-los, sobre gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.
Concomitante ao sugerido, para intervir ainda melhor no problema, o trabalho de agentes de saúde deve ser aumentado, a distribuição de camisinhas e anticoncepcionais, e a assistência ao pré-natal mantida nos postos de saúde. Também, para que não haja mais evasão escolar, as escolas podem liberar que as mães levem seus filhos menores de 3 anos para assistir as aulas, portanto que controlem as crianças de modo a não atrapalhar o rendimento da turma. Para que assim, tenhamos uma sociedade com relações mais humanas.