Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/05/2018

Vida, desenvolvimento, o gerar. Preocupado em entender e esclarecer os efeitos corporais decorrentes de uma gravidez, Leonardo da Vinci foi o pioneiro a elaborar manuscritos desse segmento da medicina. No cenário atual, apesar de muitos avanços e maior difusão de métodos contraceptivos, o número de gestantes adolescentes tem aumentado, principalmente, por não considerarem riscos à sua saúde bem como as consequências psicossociais.

A primeira causa, acerca do tema, é crerem no seu poder de controle sobre quando engravidarão. Mesmo com a infinidade de anticoncepcionais distribuídos gratuitamente pelo governo brasileiro, se recusam a utilizá-los. Além da vulnerabilidade a um filho indesejado, não calculam o perigo de contrair uma doença sexualmente transmissível, como AIDS e HPV, as quais oferecem tratamento, porém moroso e desgastante.

Outro motivo, que endossa a problemática, é o dano à sua integridade de modo geral. O organismo jovem não está completamente preparado para receber um feto, podendo apresentar útero e mamas infantis. Sendo menores que os de uma adulta, compromete a formação do bebê, ocasionando nascimentos prematuros. Além disso, o mau planejamento interfere na carreira educacional como um todo, tanto ensino superior como medio, fazendo com que muitas mães abandonem os estudos e/ou optem  apenas por um certificado supletivo.

Para minimizar os resultados da falta de proteção e de conhecimento do quadro, deve-se, portanto, realizar uma ação conjunta dos Ministérios da Saúde e Educação. Afim de reduzir o número de adolescentes grávidas, fariam campanhas de conscientização cidadã em escolas e postos de saúde, enfatizando a importância da prevenção, proteção a doenças, consequências do não planejamento para gerar um filho.  Por meio de Organizações Não-Governamentais especializadas, promoveriam palestras com enfoque na jovem mulher, apresentando também o prejuízo de um ato impensado à educação e potencial carreira.