Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/05/2018

Historicamente, era comum e essencial as meninas casarem antes dos 18 anos de idade e terem filhos muito cedo, como mostrado no filme “Maria Antonieta”, no qual a protagonista foi obrigada a se casar com o Rei da França Luis XVI com apenas 14 anos e engravidou com 17. Em analogia ao Brasil, desde o período colonial até meados da década de 1950, as mulheres eram instruídas na infância a gerarem vários filhos. Atualmente, essa visão de quantidade tornou-se passada, porém a gravidez na adolescência ainda está em evidência no Brasil, decorrente de fatores como falta de acesso à informação pelos jovens, e tem como consequências atrasos na vida desses cidadãos mirins.

Em uma primeira análise, é válido observar que o acesso à informação sobre relações sexuais pelos jovens não ocorre de forma correta, o que potencializa o aumento do número de gravidez na juventude. Falar sobre sexo e as formas de se proteger ainda é um tabu nas principais famílias, escolas e nos meios sociais em geral, o que nutre caminhos para uma desinformação e despreparo dos jovens a respeito das possíveis consequências de ter uma relação sexual. Uma pesquisa feita pela revista “Veja”, em 2014, mostrou que 90% dos pais brasileiros não conversam com seus filhos sobre sexo na adolescência. Aliado a esse precário auxílio dos familiares, as escolas também não debatem esse assunto por achar que falando sobre isso irá incentivar as crianças, o que não faz sentido. Assim, é necessário que o Governo promova paletras infomacionais nas escolas para pais e alunos.

Em consequência desse quadro de gravidez na adolescência, é possível perceber que a vida de uma menina que engravida cedo fica de certa forma prejudicada. Nessa instância, ao se ter um filho, seja planejado ou não, quando se tem entre 12 e 18 anos influência diretamente nos caminhos da vida dessa pequena mulher, uma vez que biologicamente ela ficará debilitada no fim da gestação e pós parto ficará dependente de amamentar e cuidar do bebê. Tudo isso acaba dificultando na área escolar da mãe, área a qual é a mais importante e a mais prejudicada. Não obstante, é comum perceber jovens que abandonaram a escola por engravidado. É indubitável que uma gravidez é uma benção, porém quando acontece na hora e idade certa e quando há uma maior maturidade dos futuros pais.

Torna-se evidente, portanto, uma necessidade de mudança no cenário sobre gravidez na adolescência no Brasil. Destarte, cabe ao Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, incentivar a conscientização dos jovens. Tal ação pode ser realizada por intermédio de instituir nas escolas palestras com psicológos para pais e alunos, que mostrem os riscos de uma gravidez imatura e a importância de discutir esse assunto. Essa medida tem por objetivo alertar os jovens sobre consequências de uma relação sexual e diminuir casos de meninas jovens que engravidam cedo.