Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
Sabe-se que o Brasil possui taxa de gravidez na adolescência maior do que a mundial, evidenciando seu despreparo para lidar com o assunto. Assim, a juventude de muitos adolescentes evapora porque falar sobre sexo é tabu e as consequências ruins dessa gravidez são perenes diante da negligência estatal.
Historicamente, a Igreja Católica, a mais influente do país, estabelece alguns prazeres como pecados em determinados momentos, o sexo é um deles. Com isso, por o assunto tornar-se extinto nos ambientes escolar e doméstico, o discernimento dos jovens sobre algo que deveria ser natural foi prejudicado. Portanto, a aliança do desconhecimento com a euforia deles, a qual recorda o lema árcade: aproveitar a vida ao máximo, faliu o pleno desenvolvimento juvenil.
Em consequência, colocar uma criança sob a tutela de um adolescente é como andar sobre corda bamba, pois ele geralmente não tem condições financeiras, nem psicológicas para fornecer criação digna. Isso ocorre porque, segundo a psiquiatria, o córtex frontal do cérebro, responsável por decisões corretas, só está amplamente formado após os 21 anos. Essa situação só piora devido à precária assistência médica e psicológica, com poucos profissionais e centros de saúde degradados, do Estado.
Mudar valores sociais é, então, essencial para solidificar o desenvolvimento da juventude. Para tanto, cabe às escolas informar sobre prevenção à gravidez, por meio de palestras, aos pais e alunos, que tenham psicólogos e professores de biologia, a fim de quebrar o tabu. Além disso, o Ministério da Saúde deve melhorar o apoio a adolescentes grávidas, mediante contratação de mais profissionais e reformas dos postos de saúde, para que a assistência atinja todas as gestantes.