Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/05/2018

De acordo com Nelson Mandela, ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que melhore e respeite o modo de vida dos outros. Todavia, o corpo social brasileiro não se vê livre das amarras de um país despreparado. Isso se dá porque, ainda no século XXI, o governo encontra dificuldades para reduzir os índices de gravidez na adolescência. Realidade prejudicial ao país e à vida dos envolvidos.

É essencial pontuar, de início, que tais índices ressaltam as diferenças existentes entre os países em relação ao grau de desenvolvimento, isso porque a média de nascimentos, por meio de mães novas, é maior na América Latina e África, se comparado com a média mundial. Torna-se evidente, dessa forma, que o Estado tem falhado, tendo em vista a carência, sobretudo, de orientações na área da sexualidade, a partir de instituições educacionais, pois, infelizmente, há quem ainda alegue que tal atitude estará incentivando os jovens a tais práticas.

É relevante ressaltar, ademais, que tal situação notabiliza uma negligência social, a qual traz muitos efeitos negativos. Um filho na adolescência representa um obstáculo para a mãe, pois impede a conclusão de uma carreira escolar estruturada. Conjuntura desfavorável, haja vista a influência da educação sobre toda vida, segundo Sêneca. Outrossim, é evidente que os jovens estão mais expostos às DST’s, tendo em vista os índices insatisfatórios do uso de preservativos.

Infere-se, portanto, que o tecido social não tem desfrutado de todos os preceitos deixados por Mandela. Sendo assim, compete ao Estado brasileiro dedicar-se à base da conjuntura social brasileira, ou seja, nas escolas. Inserir projetos pedagógicos voltados à educação sexual juvenil - como cartilhas explicativas e a distribuição de preservativos nas escolas - é uma conduta viável, a fim de prepará-los para uma vida sexual, a qual está se iniciando cada vez mais cedo. Destarte, o governo estará garantindo o máximo de satisfação para o máximo de pessoas possíveis, como dizia John Stuart Mill.