Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/05/2018

Segundo o IBGE, em uma pesquisa realizada em 2015, o Brasil mostrou que de 5,2 milhões de meninas, 414.105 tinham pelo menos um filho e apenas 104.731 estudavam. Esses dados mostram como a gravidez na adolescência tem se tornado um problema alarmante no país, visto que esse estado pode causar vários problemas de saúde para a mãe, podendo levá-la a morte. Além disso, essa problemática está diretamente ligada à educação e ao aborto legalizado, sendo que esses fatores influenciam antes e depois da descoberta da gestação, entretanto nenhum dos dois atos é recorrente no Brasil. Nesse contexto, torna-se necessário analisar a importância do nível educacional do indivíduo e a necessidade de discutir mais sobre a legalização do aborto para combater a gravidez precoce.

A escolaridade, dita como um fator causador da problemática, está relacionado ao ensinamento nas escolas sobre métodos contraceptivos e maneiras de se prevenir da gravidez, que fica limitado apenas em alertar os adolescentes sobre doenças sexualmente transmissíveis. De um modo geral, a educação sexual é vista com muitos tabus e pouco falada devido ao conservadorismo existente que, juntamente com o fato de não participar da grade curricular de ensino, acaba trazendo como consequência pouco conhecimento sobre o assunto e o aumento das chances de ter filhos precocemente.

Outro fator muito discutido no país ultimamente é sobre a legalização do aborto, que pode ser considerado uma resolução dessa problemática. Um dos pontos positivos dessa aprovação, é o fato de que as mulheres poderão escolher se estão adeptas ou não para ter um filho, no momento em que se encontram, e se possuem condições financeiras para criar uma criança, evitando assim ter filhos que podem ficar sujeitos a pobreza ou abandono. De acordo com o EXAME, nos EUA, as taxas de nascimentos a cada mil meninas entre 15 a 17 anos caiu 11%, devido a legalização. Essa atitude deixa a mãe decidir se quer ou não ter um filho, como também acaba com as clínicas de abortos clandestinos, que matam quatro mulheres por dia no Brasil devido às complicações, segundo o Ministério da Saúde.

Portanto, para evitar que esse problema evolua, torna-se necessário que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, introduza na grade curricular de ensino a matéria sobre educação sexual e propague mais sobre como se prevenir a gravidez e quais os métodos contraceptivos corretos e eficazes. Conjuntamente, a discussão sobre a legalização do aborto deve ser retomada e procurar uma decisão que vise o bem de todos e não àquela que sigma dogmas. Logo, com todas essas intervenções, o Brasil poderá ser um país que não enfrente mais esse empecilho.