Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/05/2018
A adolescência é uma fase crítica para o sexo feminino, muito mais do que para o masculino. Trata-se de uma fase em que o indivíduo está descobrindo coisas novas, formando sua própria identidade, conhecendo novas tendências, compartilhando novas idéias e deixando de lado a fase da infância para se preparar para a fase adulta. Além disso, a puberdade e a adolescência também são as fases em que se nota a mudança na fisiologia, dando condições, inclusive, de ocorrer a gravidez. Quando ocorre a gravidez na adolescência, as conseqüências são bastante perturbadoras, tanto para a adolescente quanto para a família. A gravidez nesta fase cria uma série de conflitos e crises, já que a adolescente não está totalmente preparada, seja física ou emocionalmente, para assumir a responsabilidade por um filho. A gravidez na adolescência é atualmente um dos mais significantes problemas sociais em todo o mundo.
No Brasil, dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) mostram que a maioria das mães solteiras é do interior do Nordeste e tem entre 10 e 14 anos. Esses mesmos dados indicam que 25% das meninas entre 15 e 17 anos que deixam a escola o fazem por causa da gravidez, que assim vem se tornando a maior causa de evasão escolar. A gravidez precoce e suas complicações são a principal causa de mortalidade entre adolescentes do sexo feminino de 15 a 19 anos, sendo a terceira causa de óbitos entre as mulheres no Brasil, perdendo apenas para homicídios e acidentes de transportes.
A gravidez na adolescência pode ser conseqüência de inúmeros fatores, como uma estrutura familiar mal direcionada, com formação psicológica indevida e muitas outras. Caso ocorra a gravidez nessa fase da vida, é importante que a família dê o apoio emocional e material, já que há uma responsabilidade com relação à nova vida que está surgindo. Havendo apoio da família, os riscos de aborto, de fuga de casa, abandono de estudos e outros prejuízos podem ser minimizados, tornando a situação mais aceitável pela grávida e por todos os familiares.
Diante dessas circunstâncias, é essencial que as jovens seja instruída e informadas sobre esse período. Assim tomando os devidos cuidados para não engravidar, cabe as ONGs e MEC a parte de informação por meio de palestras, oficinas educacionais, incentivadas por mídias, que por sua vez tem o dever de realizar campanhas que possa conscientizar as adolescentes, tentado coibir esses problema crescente.