Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 25/05/2018
No filme “Juno” é mostrado a história de Juno que descobre estar grávida de seu melhor amigo, nesse longa é abordado um tema atualmente muito discutido: a gravidez na adolecência. Assim como Juno, milhares de adolescentes no Brasil passam por situações como essa, sendo de extrema necessidade o debate sobre esse tema, pelo grande número de mortes relacionadas a gravidez de mulheres jovens, além de grande parte dos filhos advindos de partos de adolecentes nascerem em lares muitas vezes desestruturados, tornando-os mais propensos a violência e a criminalidade, esse problema tem sua perpetuação relacionada a falta de discussões sobre a sexualidade, principalmente conversações sobre esse tema com os jovens.
De certo, a gravidez de mulheres jovens afeta diretamente não só a vida particular dessa população, mas também toda a sociedade. Segundo as Nações Unidas, a taxa de gravidez adolescente é estimada em 68,4 nascimentos para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos no Brasil, sendo essa taxa de extremo risco a saúde pública pelo fato do grande número de mortes relacionadas a gravidez na adolescência (2000 por ano segundo a Folha de São Paulo). Ademais, lares de crianças nascidas de mães jovens tendem a se tornarem desestruturados pelo despreparo dessas, acarretando na tendência desses filhos a criminalidade e violência.
Contudo, mesmo sendo clara a necessidade ações em prol da diminuição dos indíces de natalidade entre adolecentes, a resolução desse problema é laboriosa. Estando relacionada a tabus envolvendo as relações sexuais em nossa sociedade, resultando na carência de programas nas escolas voltados a educação sexual de crianças e adolescentes, sendo inegável a necessidade de alteração na forma que a sociedade trata assuntos considerados tabus, como a sexualidade.
Portando, medidas são necessárias para resolver o impasse. O MEC (Ministério da Educação), em conjuto com o Estatuto da Criança e do Adolescente, deve por meio da alteração do currículo escolar, adicionar como disciplina obrigatória aulas de educação sexual, onde serão discutidos assuntos relacionados a segurança que devem ser tomadas durante o ato, como a necessidade do uso de anticoncepcionais durante as relações sexuais, a constientização da existencia das doenças seuxiais e seus danos e o planejamento familiar, para alunos do ensino fundamental e médio com idades entre 12 a 18 anos, para que esses entendam a importância do uso de anticoncepcionais e do planejamento familiar em suas vidas e em toda a sociedade.