Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 06/06/2018
A gravidez na adolescência inviabiliza o cumprimento dos direitos humanos e o desenvolvimento saudável. A pobreza e a desigualdade social são as principais causas da gravidez precoce. Ademais, a ausência de orientação contraceptiva para adolescentes e jovens perpetua a gravidez como sentença de danos.
A gravidez na adolescência vai ao encontro do contexto econômico e social em que o indivíduo está inserido. O Brasil possui índice de gravidez na adolescência acima do da América Latina, isso ocorre devido à vulnerabilidade social advinda da pobreza, visto que o Brasil é o quarto país mais desigual dessa região. Quem está à margem da sociedade não possui oportunidades de mudança, assim vê o casamento precoce como uma forma de ascensão e uma tentativa de ter melhores condições. Contudo, o casamento precoce facilita e aumenta os casos de gravidez na adolescência e, por conseguinte a usurpação dos direitos de crianças e jovens. A partir disso, verifica-se a importância de assegurar a igualdade para combater a gravidez precoce.
O tabu da sexualidade impede uma orientação eficaz para combater a gravidez precoce e causa danos. A herança patriarcal da sociedade impede os pais de orientaram os filhos sobre sexualidade de maneira efetiva. Além disso, com o direcionamento escolar para a prevenção às DST’s muitos jovens não possuem o conhecimento adequado das formas de prevenir a gravidez na adolescência. Nesse contexto de ausência de instrução adequada muitos direitos são suspensos, principalmente, o fundamental- a vida- posto que a gravidez é o principal motivo de mortalidade adolescente.
A gravidez precoce deve ser controlada para que o desenvolvimento saudável dos adolescentes seja assegurado. Logo, deve haver palestras para orientar os pais de como alertaram os filhos juntamente com a escola para evitar gestação adolescente. Além disso, o governo deve investir em educação e oportunidades para as áreas pobres.