Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 03/06/2018
A gravidez na adolescência é um fato de alta incidência na sociedade brasileira, e faz com que o país lidere o ranking da América Latina nesse quesito. Informação que não deve orgulhar a população, uma vez que a gravidez precoce pode comprometer o futuro acadêmico e social da adolescente, que, muitas vezes, não teve acesso aos meios para evitar tal acontecimento.
A principio, é preciso analisar a carência de acesso a informação e a vulnerabilidade social, que acentua os casos de gravidez entre adolescentes. Uma menina, por exemplo, que não tem um conhecimento prévio e uma orientação sobre métodos contraceptivos ou não tem recursos financeiros para adquiri-los, corre riscos muito maiores de engravidar, mesmo que não seja seu desejo. Com isso, muitas garotas seguem com uma gravidez não planejada, tendo que conviver com consequências imprevisíveis ou até mesmo abortam para fugir dessas consequências. Esse fato é comprovado pelos dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), de que 89 milhões das gestações não são intencionais e ha 48 milhões de casos de abortos em países emergentes, como o Brasil.
Outro ponto a ser considerado, são as consequências comprometedoras da gravidez precoce para um futuro da adolescente. A maternidade gera obrigações para a mãe, como o cuidado e a amamentação da criança, e isso requer tempo, o que faz a jovem deixar os estudos de lado para cumprir os afazeres. Como mostrado pela Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD), 75% das gravidas ou mães precoces estão fora da escola.
Portanto, medidas tornam-se necessárias para o controle da gravidez imatura. Primeiramente, o Ministério da Saúde junto com as Unidades Básicas de Saúde, deve promover campanhas de conscientização sobre métodos contraceptivos e a ampliação da distribuição gratuita dos mesmos, para aumentar a proteção à gravidez entre jovens. Além disso, as escolas devem elaborar politicas para facilitar a permanência da mãe na escola, como conceder saídas antecipadas das aulas, se necessário. Dessa forma o problema da maternidade precoce poderá ser amenizado.