Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/06/2018
No início do século XX, a fim de conter o grande surto de tuberculose e varíola no Rio de Janeiro, o Governo Federal instituiu uma campanha de vacinação e modernização na então capital brasileira. Hodiernamente, contudo, problemas de saúde pública ainda são constantes no país, tal como o expressivo número de gravidez entre os adolescentes, fator responsável por uma gama de complicações de saúde e socioeconômica, que encontra-se intrínseco à realidade brasileira, seja pela incipiência política, seja pelo alheamento midiático.
A priori, vale pontuar que, de acordo com o site de notícias g1.com, na grande maioria das vezes, a gravidez na adolescência está relacionada à baixa escolaridade. Desse modo, evidencia-se a importância do acesso à informação como forma de combate à problemática. Não obstante, mesmo em vista de tal relevância, poucas são as iniciativas políticas de inserção de pautas que discutam sobre esse assunto nas escolas, por exemplo, onde os jovens passam boa parte do dia. Isso é comprovado pelo fato de poucos alunos conhecerem os métodos contraceptivos e as formas de utilizá-los para a prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (DST,s).
Outrossim, a gestação precoce é um caso de saúde pública no Brasil, posto que aumenta os riscos à saúde da mãe do bebê e tem impacto socioeconômico, pois muitas gravidas abandonam os estudos e apresentam maior dificuldade para conseguir emprego. Todavia, em virtude da perda de sua função social, expressiva parte da mídia brasileira, objetivando aumentar o consumo de informação entre a sociedade, explora os sentimentos primitivos humanos, como o sexual, em filmes, séries e novelas. Assim, devido a sua grande penetração, acaba estimulando a sexualidade dos jovens e adolescentes que fazem uso desses conteúdos; o que, sem uma devida conscientização, torna-os mais suscetíveis a uma gravidez indesejada.
Destarte, no intuito de resolver o problema da gravidez precoce no Brasil, é precípuo que o Ministério da Educação, mediante recursos financeiros da União, institua nas escolas e universidades palestras ministradas por agentes de saúde, que discutam sobre os métodos contraceptivos e como utilizá-los, de modo a informar esses alunos sobre as formas de evitarem gravidez antes do tempo e as DST,s. Os meios de comunicação também deverão abordar o tema em questão em jornais e documentários, como forma de aumentar a conscientização social acerca do problema e evitar que ele continue em evidência no Brasil.