Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 30/05/2018

A gravidez na adolescência é um problema que assola a sociedade mundial e o Brasil não escapa à regra. Essa problemática precisa ser amplamente discutida e combatida, uma vez que oferece riscos físicos, psicológicos e sociais tanto para a mãe quanto para o bebê. Nesse sentido, dois fatores tornam-se relevantes: primeiramente, quais são esses riscos e qual sua abrangência, bem como as possibilidades de ações para evitar tal situação no país.

Como já mencionado, a gravidez no período de 15 a 19 anos, definido como adolescência pela Organização Mundial da Saúde (OMS) assola o mundo todo. Entretanto, ainda de acordo com essa mesma instituição, a média de jovens garotas que se tornam mães é muito mais alta em países sul-americanos e africanos. Não coincidentemente, essas nações são as ditas subdesenvolvidas, ou seja, que ainda carecem em sistemas básicos para a população. O fato de o Brasil estar embutido nessa lista, alarma para as consequências. Jovens que precisam desenvolver o espírito maternal tendem a abandonar estudos, não conseguir ingressar no mercado de trabalho, ou mesmo abandonam os filhos, aumentando a parte da população que não tem oportunidades e boa qualidade de vida, refletindo em um país condenado a manter sua situação caso não desenvolva auxílios para esses vulneráveis.

Em contrapartida e atendo-se a dados concretos, tem-se que, segundo o Ministério da Saúde brasileiro, houve uma redução de 17% no número de mães entre 10 a 19 anos, no período de 2004 a 2015. Dessa forma, infere-se a mudança nos números como uma transformação de atitude dos jovens, dos governos, como também da população em geral. Apesar da existência de um longo caminho a ser percorrido, tal redução traz resultados positivos no que tange ao futuro das adolescentes. Entretanto, políticas públicas que busquem reduzir essa porcentagem ainda mais são vitais.

Diante dos argumentos supracitados, que buscam uma melhor compreensão acerca do tema, compreende-se o Estado como principal agente promotor de mudanças necessárias. Para tanto, é adequada a inclusão da disciplina de educação sexual na base comum curricular nacional, de modo a educar e promover a aceitação dos jovens acerca das atividades sexuais, seus riscos e como evitar eventuais problemas. Some-se a isso, a participação da mídia, promovendo o debate do tema nos lares brasileiros e desmanchando o estigma sore o mesmo, que assola a sociedade conservadora atual. Por fim, há a possibilidade de uma atuação conjunta dos órgãos de saúde pública e assistencia social, que atuando juntos, dão suporte ás jovens grávidas, desde o período pré-natal até o nascimento, promovendo aceitação e evitando os problemas decorrentes do cenário como já mencionados. Afinal, a saúde, segurança e educação dos jovens é dever de todos e baluarte da sociedade.