Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 04/06/2018
É sabido que, em tempos primórdios, a cultura europeia manteve padrões de pureza ligados ao sexo, que só deveria acontecer após o casamento. Assim, não havia transmissão de conhecimentos acerca deste, principalmente para mulheres, que deveriam manter-se castas. Hodiernamente, o início da vida sexual se inicia na adolescência, e a falta de informações ligadas à cópula somado à alta taxa de fecundidade brasileira colaboram para uma problemática social recorrente e que carece de solução: a gravidez na puberdade.
De maneira prima, a perpetuação de valores propagados pelos colonos portugueses, interferem até hoje, na educação veiculada nas escolas - o simples fato de ensinar métodos contraceptivos é confundido com estímulos a atividade sexual, ratificando, deste modo, a teoria de Bourdieu, que afirma que a sociedade reproduz os padrões impostos ao longo das gerações.
Outro fato a ser discutido é a maior incidência de concepção nos extratos de alta vulnerabilidade social, que além de contar com a elevada fecundidade brasileira, ainda tem a situação agravada pelo baixo índice de escolaridade e emprego, corroborando, destarte, com a manutenção da desigualdade social, visto que filhos gerados na miséria tendem a ter maior fragilidade na saúde, bem como, maior chance de sucumbir ao crime, segundo dados da OPAS.
Por conseguinte, é indubitável que a problemática apresentada necessita ser solucionada. Desta forma, o MEC em parceria com o Ministério da Saúde, deve implantar, sob caráter obrigatório, a matéria de educação sexual nas escolas de ensino médio, e esta deve ter sua ementa flexível com as necessidades locais, possuindo conteúdo votado por pais e estudantes através de de uma plataforma digital. Deve haver também postos de distribuição de contraceptivos nessas escolas, já que, 50% dos estudantes ali inscritos já são sexualmente ativos. Outrossim, os efeitos nocivos da colonização serão, enfim, mitigados.