Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 05/06/2018

No documentário “Meninas” gravado no Rio De Janeiro, mostra o dia a dia de garotas de 13 a 15 anos em situação de vulnerabilidade socioeconômica, desde o momento que descobrem a gravidez até o nascimento, no decorrer da gravação é mostrado os impactos que uma gestação precoce gera na vida de uma adolescente. Haja vista que a gravidez na adolescência é um problema de saúde pública, relacionado intrinsecamente com a falta de informação, diálogo e a cultura da sexualização.

A priori, é necessário destacar que no Brasil de mil meninas com 15 a 19 anos, 68 engravidam segundo a Organização Mundial Da Saúde (OMS). É certo que uma gestação em uma jovem gera consequências como a evasão escolar, dificuldade na inserção no mercado de trabalho, risco da saúde que pode gerar a morte materna e a depressão pós-parto. Ressalta-se que conforme dados divulgados pela OMS, a mortalidade materna é uma das principais causas de óbito em adolescentes de 15 a 24 anos.

Os fatores sociais que mais contribuem para que as taxas continuem altas, esta relacionado à cultura da sexualização excessiva que está impregnada na sociedade, principalmente pelos meios de comunicação e das músicas, que acabam estimulando os jovens a iniciarem as relações sexuais muito cedo. Além disso, também ocorre que  falar sobre sexo ainda é um tabu em muitas famílias, que no fim acabam não conversando sobre proteção. Na escola, a informação é passada de forma incompleta, possuindo foco em doenças sexualmente transmissíveis.

Portanto, são necessárias mudanças para intervir no problema. O Estado, nesse caso o Ministério da Saúde em parceria com mídia televisiva, deveria criar uma campanha sobre como usar métodos contraceptivos, em todos os horários comerciais. Também poderia ser elaborada uma cartilha pelo Ministério da Educação, para o ensino fundamental e médio, a fim de tratar sobre os impactos gerados por uma gravidez e formas de preveni-la.