Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 08/07/2026
O documentário “Meninas”, dirigido por Sandra Werneck, aborda a realidade da gravidez na adolescência em comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro, por meio da história de vida de quatro jovens entre 13 a 15 anos. Nesse viés, a obra evidencia uma problemática que permanece presente na realidade brasileira, tendo em vista que ainda há um cenário marcado pelos elevados índices de gravidez precoce. Desse modo, convém ressaltar que a insuficiência da educação sexual e o tabu em torno da sexualidade contribuem para a perpetuação desse problema no país.
Em primeiro plano, a insuficiência da educação sexual contribui diretamente para a permanência desse cenário. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”, evidenciando o papel fundamental da educação na formação dos indivíduos. Nesse contexto, a máxima do autor é ratificada, isso ocorre porque a ausência ou superficialidade da educação sexual nas escolas impede que muitos adolescentes tenham acesso a informações confiáveis sobre prevenção e métodos contraceptivos, favorecendo a ocorrência de gravidez precoce.
Além disso, vale ressaltar que o tabu em torno da sexualidade também intensifica o problema. Segundo Paulo Freire, o diálogo é essencial para a construção do conhecimento. Assim, a ausência de conversas abertas entre família, escola e adolescentes perpetua a desinformação sobre o tema, dificultando a conscientização dos jovens acerca da saúde sexual.
Conclui-se, então, que é preciso vencer os desafios para o combate à gravidez na adolescência no Brasil. Com isso, cabe ao Ministério da Educação, orgão do Governo Federal que planeja e executa as políticas públicas educacionais no Brasil, ampliar a educação sexual nas escolas, por meio da inserção de conteúdos sobre prevenção e saúde sexual no currículo, a fim de garantir o acesso à informação. Além disso, cabe ao Ministério da Saúde oferecer acompanhamento psicológico gratuito às famílias de baixa renda, por meio do SUS, com o objetivo de promover o diálogo sobre sexualidade no ambiente familiar, romper tabus e, consequentemente, reduzir os índices de gravidez na adolescência.