Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/06/2018
No livro “cem anos de solidão” do escritor Gabriel Garcia, a gravidez na adolescência é retratada através da personagem Remédios que por ser muito jovem morreu após o parto. Contundo, é possível perceber que, no Brasil, atualmente a realidade não tem se distanciado da literatura. Diante disso, deve-se analisar as principais causas e consequências que prejudicam a questão analisada.
A principio, a falta de dialogo entre os pais tanto quanto o papel da escola na educação sexual faz com que mulheres ainda muito jovens em fase de desenvolvimento engravidem. A esse respeito, a Unicef afirmou que cerca de 300 mil crianças nascem de mães com idade entre 12 e 17 anos. Em decorrência disso, cresce o número de abandonos escolar, desigualdade e exclusão social além de contribuir para perpetuar os ciclos de pobreza. Dessa forma, fica evidente que a gravidez precoce traz junto com ela uma gama de problemas sociais sendo necessário resolver o impasse.
Ademais, nota-se, ainda que nessa fase da vida da mulher o corpo está em desenvolvimento e uma gravidez inesperada resulta em inúmeras atitudes que aumentam os riscos de saúde para mãe e filho. Como por exemplo, a busca pelo aborto e o inicio do pré-natal tardiamente contribuindo para tais riscos. Uma prova disso está, em uma matéria publicada pelo site de notícias G1, apontando a gravidez como causa principal de morte entre adolescente em todo mundo. Desse modo, nota-se a necessidade de se desconstruir esse problema, sob pena de prejuízo a toda sociedade.
É necessário, portanto, medidas cabíveis a fim de evitar muitas “Remédios” pelo Brasil. Nessa perspectiva, o Governo deve investir em políticas sociais, a partir de programas e ações que envolvam as famílias, a escola, comunidades, e profissionais de saúde a fim de que haja resposta aquelas relacionadas à saúde sexual e reprodutiva. Ademais, deve impor campanhas nas unidades básicas de saúde, com o objetivo de demonstrar as consequências que uma gestação não planejada pode resultar a essas adolescentes. Assim, a Gravidez na adolescência em evidência no Brasil deixará de ser uma realidade no País.