Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/06/2018
Segundo dados do Ministério da Saúde, o índice de gravidez na adolescência no Brasil sofreu queda de 17% nos últimos 10 anos. Entretanto, mesmo com a queda das taxas ainda há uma persistência do problema. Logo, fica evidente que a falta de habilidade em lidar com a informação e a falta de apoio familiar - em relação às jovens que tiveram gravidez precoce - são fatores que colaboram com a persistência da gravidez na adolescência no Brasil.
Como supracitado, a falta de habilidade em lidar com as informações é um dos agravantes do problema. Contudo, com o advento da era da informação e os diversos meios de se alcançá-la, torna-se fácil o acesso aos métodos que previnem à gravidez. Afinal, basta um smartphone e têm-se acesso a um arsenal de informações. No entanto, a falta de orientação de um profissional em como manipular toda essa informação e como por em prática resulta em jovens que buscam informações variadas e que as manipulam de forma incorreta, levando a uma vida sexual precoce e, consequentemente, a gravidez e até a contração de DST.
Ademais, o apoio familiar é outro fator que influencia a vida pós-parto da jovem. Porém, a falta de diálogo familiar - gerado devido ao tabu: discutir sexo com os filhos - e o caráter impulsivo dos jovens, acarreta na falta desse elo comunicativo e, consequentemente, a gravidez precoce. Outrossim, a gravidez modifica toda a realidade da jovem. Segundo dados divulgados pelo IBGE, 75% das jovens que tiveram filhos estão fora da escola. Portanto, observa-se que a gravidez precoce prejudica não só a vida estudantil, assim como a vida profissional futura dos jovens.
Dessarte, cabe ao Ministério da Saúde, através das unidades básicas de saúde, criar serviços amigáveis semanais em comunidades, composto por profissionais - médicos e psicólogos - a fim de informar e orientar à respeito dos métodos e como utilizá-los. Além do mais, as prefeituras junto às creches, devem promover programas visando reintegrar e auxiliar a jovem no pós-parto para que ela retorne ao estudo e tenha novas perspectivas.