Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/06/2018

A quantidade de adolescentes grávidas no Brasil reduziu 17%, ademais, anualmente mais de 500 mil ainda dão à luz, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Destarte, a maternidade precoce é uma problemática comum ao dia-a-dia de muitos brasileiros. Dentro desse contexto, há dois importantes fatores que devem ser levados em consideração: a falta de diálogo sobre sobre a inferência e os riscos que essas meninas sofrem.

Primeiramente, é válido destacar que as jovens e adolescentes são muito instruídas sobre doenças sexualmente transmissíveis, mas pouco se fala sobre gravidez. Nesse contexto, é notória a falta de diálogo em relação ao assunto dentro das família e até mesmo nas escolas. Aliado a questão, encontra-se o pensamento errôneo, de que ao debater o assunto, estarão incentivando a prática sexual e resultado na gravidez indesejada. Todavia, a falta de informações leva as jovens a tomarem decisões precipitadas - como deixar de usar métodos contraceptivos - e por vezes, engravidando.

Ainda, é indubitável que durante a adolescência o corpo está em processo de formação. Assim, a maternidade nessa época oferece inúmeros riscos, tanto para o bebê, quando para a mãe. Tangente à questão, conforme dados divulgados no G1, na região das Américas, a mortalidade materna é uma das principais causas de morte entre meninas de 15 a 24 anos. Além disso, esses filhos tem mais chance de desenvolver problemas de saúde, e nascerem na pobreza, visto que as mães param de estudar e até mesmo trabalhar para cuidar das crianças.

É evidente, portanto, que a gravidez na adolescência é um problema hodierno ainda muito presente. Cabe ao MEC, estabelecer palestras educativas dentro das escolas, explicando os riscos da maternidade precoce, além da instrução dos pais para com seus filhos, visando a conscientização destes. Por fim, devem aos órgãos governamentais competentes uma maior distribuição de contraceptivos, atrelado a campanhas midiáticas, a fim de informar as meninas onde ter acesso a camisinhas, pílulas, entre outros, com o objetivo de minimizar o infortúnio. Afinal, como citou Martin Luther King: “toda hora é hora de fazer o que é certo”.