Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 19/06/2018
Segundo Hans Jonas, filósofo alemão, se o homem pode prever as consequências de seu comportamento, deveria corrigi-lo antes de qualquer prejuízo. Nesse sentido é válido afirmar, que a gravidez na adolescência em evidência no Brasil é um problema, o qual necessita ser mais visível e comentado, especialmente, devido as grandes taxas no Brasil, as quais podem ser reduzidas e assim prevenir uma grande mudança nas vidas das jovens.
De início é importante analisar os fatores sociais que contribuem para uma maior taxa de gravidez na fase da adolescência, os quais podem ser: a falta de informação, proximidades com zonas de criminalidade, um ambiente familiar conflituoso etc. Esses fatores, especialmente, a falta de informação podem a longo prazo, interferir de forma grave na vida da adolescente brasileira pois, assim como afirma Bauman, sociólogo alemão, nós vivemos em uma sociedade líquida e possuímos uma vida líquida. Dessa forma, a sociedade tem uma tendência a não enxergar o problema da gravidez precoce, por isso, são necessárias formas de prevenir.
Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a taxa de nascimento a cada mil adolescentes de 15 a 19 anos, está quase em 70 no Brasil. Isso demonstra, um possível distanciamento do papel dos pais no aconselhamento das jovens adolescentes, já que, muitas vezes, os pais deixam a educação sexual no papel da escola, a qual não consegue dar conta, devido as muitas funções atribuídas a ela na formação do cidadão. Desse modo, a educação sexual iniciada em casa ajudaria a uma diminuição da gravidez precoce pois, segundo Drauzio Varela, médico brasileiro, a idade mais ideal para uma mulher ficar gravida é entre 20 a 35 anos.
Portanto, para uma eficaz mudança na gravidez na adolescência em evidência no Brasil é necessário uma maior visibilidade e atenção ao assunto. Isso, pode ser feito por meio de uma parceria do governo Brasileiro com empresas municipais de comunicação, para uma maior visibilidade do tema em diversas cidades, com a utilização de campanhas favoráveis a uma maior abertura da discussão da educação sexual, nas escolas ou em casa entre os pais. Ademais, uma maior sensibilização da sociedade sobre a temática é importante, por isso uma parceria entre mídias e a sociedade civil seria interessante, então o tema da gravidez na adolescência, poderia ser divulgado em forma de entrevistas, anônimas ou não, pelas redes sociais, para um maior compartilhamento do tema por pessoas que passaram por isso. Assim, paulatinamente, a gravidez na adolescência poderá deixar de ser um problema.