Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 21/06/2018
Intervenção básica de Saúde
A gravidez na adolescência oferece um risco a saúde materna e do feto sendo necessário um acompanhamento médico e psicológico, levando em conta que o corpo da jovem ainda está em desenvolvimento. A falta desse apoio se dá pela ausência de programas de saúde básica voltados a essa área familiar, dificultando ainda mais o acesso a informação.
Entre o número de adolescentes, casos com a a insuficiência de informações sobre gravidez se tornam um dos fatores para estatísticas tão alarmantes, levando em conta que o Brasil tem o índice mais alto comparado a América Latina. Com isso, é perceptível como o conhecimento é poucas vezes passado no âmbito familiar, tanto por vergonha insegurança dos pais quanto dos filhos, fazendo assim com que haja a sensação de falta de apoio familiar, desde modo, a fonte segura para o esclarecimento deveria vir da escola, através de propostas de ensino de saúde básico para alavancar discussões e busca por cuidados primários de saúde e conhecimento sobre métodos contraceptivos.
Além disso, mesmo que a gravidez precoce ofereça risco a saúde, é necessário que o acompanhamento primário de saúde seja feito antes da gravidez acontecer, ou seja, a fonte segura de conhecimento também deveria vir das unidades básicas de saúde (UBDS) levando qualidade de vida e informações as famílias sobre métodos contraceptivos e risco pós gravidez. Essas medidas implantas em redes públicas são importantes por levar em conta que a gravidez na adolescência acontece prioritariamente com mulheres de zonas carentes e com baixa renda familiar, como o nordeste com a maior porcentagem de gravidez precoce (21,30%) quando comparado a outras regiões. Deste modo, é perceptível a urgência na intervenção direta da família, quanto das UBDS para prevenir esses casos.
Fica claro, portanto, que a gravidez precoce decorre, muitas vezes, de uma falta de informações de métodos contraceptivos, escassez de programas de saúde nas UBDS e falta de apoio e conhecimento familiar. Portanto, seria necessária a implantação de um programa básico de saúde pública focado na prevenção da gravidez precoce, criando mapas de acolhimento juvenil e prontuários para o acompanhamento de famílias com filhas adolescentes desde a primeira menstruação, sendo assim, trazendo cada vez mais informações às jovens e ajudando as escolas no seu processo de ensino sobre proteção do corpo e cuidado primário, e desta forma, mesmo que aos poucos, começar a ter queda dos números de gravidez precoce no Brasil.