Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 27/06/2018

Segundo o pensamento de Paulo Freire, a educação sozinha não transforma a sociedade e sem ela tampouco a sociedade muda. Essa ideia faz jus ao problema enfrentado no Brasil, a gravidez na adolescência. É notável que esse problema decaiu nos últimos anos, porém ainda é evidente no país. De acordo com uma pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) o Brasil está em 4º lugar no que diz respeito a gravidez precoce entre os países da América do Sul entre os anos de 2010 e 2015, apresentando uma taxa de 68,4 adolescentes grávidas para cada mil habitantes. Por isso, é necessário analisar a educação ofertada e ressaltar o papel fundamental do contexto familiar e escolar nesse veredito.

Pode-se dizer que as causas desse problema são diversas, destacando-se as atividades sexuais iniciadas precocemente e o uso incorreto ou não uso de preservativos e contraceptivos. Sobre as atividades sexuais, é correto afirmar que estão sendo iniciadas no auge da puberdade, com o corpo em desenvolvimento e com os hormônios em constante alteração, as meninas acabam se envolvendo em relações sexuais muito cedo, além disso, mesmo com tantas informações a respeito de preservativos - ofertados gratuitamente na rede pública de saúde - e métodos contraceptivos, acabam utilizando - os de forma incorreta ou até mesmo nem usando - os, muitas vezes pela vontade própria ou pela falta de diálogo entre a família sobre esse assunto.

Como consequência desses atos surge uma gravidez indesejada na adolescente e com isso acarreta

problemas gravíssimos na mesma, como depressão pós - parto, problemas durante a gestação, abandono escolar e até mesmo a recorrência de métodos abortivos, os quais podem levar a morte também da gestante. Como muitas vezes não há uso de preservativos, a incidência de contrair DST’s

(Doenças sexualmente transmissíveis) é muito grande, assim trazendo mais riscos de saúde aos adolescentes e também ao feto, além de aumentar o índice dessas doenças no país.

Portanto, medidas são necessárias para diminuir os casos de gravides na adolescência no Brasil. Nesse sentido, urge que o Ministério da Educação imponha na grade escolar aulas sobre educação sexual, palestras e debates, visando uma conscientização mais ampla sobre esse assunto para que todos tenham acesso à essas informações. Além disso, o papel da família nessa situação é muito importante, é dela que parte o princípio da educação e dos melhores caminhos a serem seguidos e esses conhecimentos sobre relações sexuais e sobre os riscos para a saúde devem ser ofertados desde o início da puberdade, assim a educação será o principal fator para diminuir mais ainda esse índice que ainda se encontra em evidência no país.