Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 28/06/2018
Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem, demasiadamente, priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao se pensar a respeito de gravidez na adolescência no Brasil, é possível afirmar, que não é uma invenção atual. A problemática permanece ligada à realidade do país, seja pelos poucos auxílios governamentais, acompanhada pela alienação populacional. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal conduta para a sociedade.
É irrefutável que a questão constitucional estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, a desatenção governamental limita essa harmonia, a exemplo, segundo dados do SEADE 87,293 mulheres que engravidaram no Brasil, tinham entre 15 á 19 anos. Convém observar, que as campanhas governamentais relacionadas a proteção sexual é voltada ao público masculino, minimizando o papel da mulher aos cuidados sexuais. É indubitável, que a população carente é a maioria, assim, quando as mulheres procuram por ajuda de ginecologistas por exemplo, essa escolha fica inviável, contribuindo para a gravidez precoce.
Desse modo, não apenas o descaso por parte do governo, como também o desdém ao futuro feminino, como impulsionador do problema, é um fator importante para a reflexão. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade. Acompanhando essa linha de pensamento, observa-se que a ideia imposta pela sociedade, de que a mulher nasce para casar, cozinhar e ter filhos é arcaica, porém, ainda permanece ligada a sociedade brasileira. Seguindo esse futuro, as jovens mães, deixam sua vida pessoal, como estudos, empregos em segundo plano, contribuindo para a formação de uma sociedade medíocre, com pensamentos rasteiros, tornando um ciclo vicioso para o país e as futuras mães que viram.
É notório, à vista disso, que ainda há entraves para assegurar a solidificação de políticas que tendam à construção de um mundo melhor. Destarte, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir à sociedade civil, como familiares, estudantes, palestras de núcleos culturais gratuitos em praças públicas, ministradas por psicólogos e médicos, que discutam o combate a gravidez na adolescência, expondo como o futuro das jovens podem ser efetivo, se protegido, e também, salientando métodos de proteção as mulheres, para que possam proteger a si mesma na hora da relação sexual, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e que não caminhe para um futuro degradante.