Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 19/02/2019
Compreendia como a primeira etapa de desenvolvimento de uma nova vida, na qual o vínculo afetivo mãe-filho torna-se forte, a gravidez, humana, é para algumas mulheres, após consolidarem-se profissional e economicamente, um dos momentos mais esperados de suas existências. Contudo, atualmente, o que se nota, em grande parte do globo, especialmente, no Brasil, é uma quantidade expressiva de adolescentes adiantando este momento único e singular das suas vidas e trazendo para as suas realidades possíveis problemas de saúde e mais obstáculos a serem superados. Dessa forma, visto as iminentes adversidades trazidas com a gravidez precoce, este assunto merece relevância entre as pautas de discussão sociais, para que possa ser solucionado.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada mil adolescentes brasileiras, entre 15 e 19 anos, 68,4 têm filhos. Esta taxa elevada, deve-se ao tabu existente em conversa sobre sexo de alguns pais com os filhos. Os genitores, por vergonha de esclarecem dúvidas sexuais e de ensinar aos seus filhos os métodos contraceptivos, responsabilizam, muitas vezes, as escolas a tratarem sobre o assunto. Entretanto, muitas instituições não possuem esse tipo de liberdade na fala e não sabem abordar o tema de maneira a elucidar as dubiedades de cada um. Ademais, as questões socioeconômicas também contribuem à alta do índice, já que muitos adolescentes não têm acesso à informação de qualidade acerca da existência e do uso correto dos meios de contracepção e outros, apoiados no darwinismo social, tema abordado na escola literária naturalismo, são influenciados, pelo meio em que vivem, a terem filhos em uma idade mais nova.
Assim, a maioria das adolescentes, cerca de 76%, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), abandonam a escola depois que engravidam. Este dado é preocupante, já que com a evasão escolar, além de perderem a oportunidade de aprendizado, também ficam para trás na admissão em um emprego, o que acarreta mais um problema, visto que, com um filho, os gastos aumentam e a necessidade de trabalhar é certa. Além disso, como algumas meninas possuem parceiros mais experientes, as garotas acabam se tornando reféns dos homens, em um verdadeiro relacionamento abusivo, sofrendo violência física e psicológica, já abalada pela perda de uma fase de puro lazer.
Em vista disso, cabe ao Ministério da Saúde veicular nos meios midiáticos, anúncios, que informem os jovens sobre os malefícios de uma gravidez na adolescência e os mostrem os possíveis modos de prevenção. Vale ressaltar que, a realização de palestras, por parte das instituições de ensino, para estimular pais a conversarem com os filhos sobre sexo, faz-se uma forma necessária e importante.