Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/07/2018

A educação sexual no Brasil cresce em ritmo insuficiente ao desejado, ao mesmo passo que aumentam os casos de gravidez na adolescência em todo o Brasil. Fator relevante para que isso ocorra é o grande tabu criado em cima das relações sexuais nesta fase da vida, onde as informações sobre isso ficam inibidas na sociedade, o que acaba indiretamente aumentando o número de mães com menos de 18 anos no País. Diante disso, tornam-se passíveis de discussão os desafios enfrentados, no que se refere em questão da gravidez na adolescência no Brasil.

Frente à problemática em questão, pode-se tomar como primeiro ponto a ser ressaltado a forma como essa gravidez precoce acaba influenciando na vida da mãe, que na maioria das vezes não sabe como cuidar de uma criança e acaba por educá-la de forma errônea. Além disso, as pessoas com baixa renda são geralmente as pessoas mais afetadas por esse problema, o que acaba gerando maiores dificuldades para a família, forçando por vezes a mãe em parar os estudos para cuidar da criança. Evidência-se então, uma necessidade imediata em diminuir o número de casos de gravidez no País.

Em conjuntura, essa situação se deve a falta de informação disseminada sobre esses casos na sociedade, sejam em palestras nas escolas, telejornais, jornais impressos ou na internet, o que torna o acesso à informação restrito aos que tem privilégios sociais. Além disso, como citou Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, mostra-se assim que, uma sociedade que espalha mais informação e educação sobre determinado assunto, deixa tabus vivos por menos tempo.

De acordo com as informações supracitadas, medidas devem ser tomadas, a fim de diminuir os casos de gravidez na adolescência. Para isso, o Ministério da Saúde deve investir mais em campanhas para explicitar o problema, fazendo com que o processo de entendimento sobre as causas e o desaparecimento do preconceito contra as mães sejam mais rápidos. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas e pais dos alunos, deve promover palestras ensinando sobre métodos contraceptivos e sexo com segurança para, assim, quebrar os paradigmas em cima disso. Essas mesmas associações devem utilizar as redes sociais ou a mídia televisiva de forma a disseminar mais informações, para que, por conseguinte, possamos diminuir os casos de gravidez na adolescência.