Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 22/08/2018
O século XX na Alemanha foi marcado pela Segunda Guerra Mundial, momento em que houve significativos avanços na medicina como, por exemplo, a pílula anticoncepcional. Entretanto, alguns paradigmas como o diálogo sobre o sexo ser considerado um tabu ainda não foram extintos; haja vista que, a gravidez indesejada na adolescência ainda predomina na sociedade contemporânea. Nesse âmbito, analisa-se que essa problemática e sustentada, sobretudo, pelo descaso governamental e pela escassez de uma educação de qualidade.
Nesse sentido, é elementar que se leve em consideração que de acordo com o pensamento filosófico de São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática de direito todos possuem o mesmo grau de importância. No entanto, o Estado diverge de tal perspectiva ao permanecer inerte quanto suas cidadãs que engravidam na adolescência, dado que não investe em campanhas ostensivas que visem a prevenção e a conscientização das pessoas, ampliando ainda mais os gastos; visto que, a gravidez precoce é um problema de saúde pública. Dessa maneira, não e de se espantar que, tristemente, em 2014, houve 274 mortes relacionadas com a gestação na puberdade, seja por causas obstétricas ou tentativas de aborto, segundo o Ministério da Saúde (MS).
Outrossim, é importante destacar o papel da educação no combate a temática da gestação precoce, já que, assim como preconizado pelo educador brasileiro Paulo Freire, se a educação não pode transformar uma sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Evidenciando o poder transformador da educação. Entretanto, não há um ensino sexual de qualidade no país o que corrobora, em sua maioria, para formação de um corpo social desprovimento de informação sobre métodos contraceptivos, aumentando, assim, os índices de gestação indesejada e de doenças sexualmente transmissíveis.
Tendo em vista os argumentos supracitados, observa-se a necessidade de medidas que controlem a gravidez precoce no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, construir mais clínicas especializadas nessa temática, além de contratarem mais psicólogos para atuarem nos hospitais e escolas públicas- por meio da ampliação de verbas destinadas ao Conselho de Saúde e através de concursos- com o fito de evitar a gestação indesejada e oferecer um tratamento de qualidade a quem optou por isso. Ademais, é essencial que instituições sociais, como a igreja-por meio de palestras- e ONG’s- por intermédio de publicidades em revistas, jornais ou televisão- conscientizem a população, elucidando métodos contraceptivos e as consequências de uma gravidez precoce.