Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/08/2018

Um dos setes pecados sociais é o prazer sem consciência. O pensamento do líder ativista, indiano, Mahatma Gandhi, permite refletir acerca da alta taxa de gravidez na adolescência, no Brasil, e os perigos que esse problema representa para uma sociedade em desenvolvimento como a brasileira. Sob esse aspecto, deve-se ressaltar como a educação e a omissão da família provocam a problemática.

Convém enfatizar, a princípio que a falha no sistema educacional é um fator preponderante no problema. Isso porque, no Brasil a educação ainda se mostra como ineficiente no que tange a orientação sexual de muitos jovens. Tal fato decorre dos poucos debates em sala de aula sobre a prevenção da gravidez. Além do mais, poucos docentes estão autorizados a debater esse tema no ambiente escolar. Conforme defende Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele.

Ademais, é relevante destacar que a omissão da família também é responsável pela problemática. No Brasil, o sexo ainda é visto por muitos indivíduos como um tabu social, oque notóriamente dificulta o debate no ambiente familiar. Segundo dados do IBGE, apenas 25% dos país brasileiros falam de sexo com seus filhos. Assim,  não há orientação para uso de preservativo nas relações sexuais o que contribui não só para a gravidez indesejada, mas como também para a disseminação de doenças.

Diante dos fatos discutidos. Medidas são necessárias para superar esse obstáculo. Para isso, Ministério da Saúde  em parceria com MEC deve realizar debates sobre essa temática, no ambiente escolar. Ainda, o Ministério da Saúde junto com sexologos, devem realizar campanhas nas escolas para conscientização dos adolescentes sobre os riscos do sexo sem proteção. Outrossim, Secretarias de Saúde em parcerias com as ONGs brasileiras devem realizar campanhas em todos os municípios brasileiros para orientar as famílias a debater o sexo com seus filhos. Desse modo, a educação formará cidadãos conscientes de suas escolhas