Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 24/08/2018
A gravidez na adolescência é uma questão deletéria no cenário social brasileiro. No entanto, essa problemática se dá pela falta de informações transmitidas no meio em que convivem sobre métodos contraceptivos, além do contágio de doenças sexualmente transmissíveis e infecções no trato genital. Com o propósito de diminuir o número de meninas gestantes, instituições voltadas à saúde e à proteção, precisam tomar medidas exequíveis a fim de instruí-las de forma objetiva.
De acordo com pesquisas do DATASUS (Departamento de Informática do SUS), no Brasil, uma a cada cinco crianças é filha de adolescente. Com isso, nota-se a falta de conhecimento dos jovens e o seu ímpeto de achar que não vão engravidar. Assim, a barreira familiar acerca do assunto deve ser quebrada, havendo, então, sua participação na educação sexual do menor, para que ele seja instruído de forma correta e coerente.
Diante desse cenário, pode-se perceber que a maternidade precoce, prevalece, principalmente, nos grupos de baixa renda, ocorrendo evasão escolar e, muitas vezes, o aborto. Além disso, é fundamental abordar que a transmissão de doenças infecciosas leva o jovem a enfermidade física ou psicológica. Portanto, a adolescência é uma fase que exige cuidados por meio de aconselhamentos tanto dos responsáveis do jovem como da escola e das redes de saúde, seja ela pública ou privada.
Em síntese, as etapas da gestação exigem cuidados, e em adolescentes, os riscos são maiores por ainda estarem em fase de desenvolvimento. Nesse sentido, as famílias em consonância com as escolas devem promover diálogos sobre os riscos de uma gestação precoce e a conscientização do uso de preservativos. Contudo, o Estado deve atuar, também, através de campanhas, na distribuição mais ampla de preventivos e dispondo de mais profissionais na área da saúde em postos de atendimentos na rede pública para esclarecerem qualquer dúvida.