Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 27/08/2018
A data 26 de setembro foi escolhida pela ONU como o Dia Mundial de Combate à Gravidez na Adolescência. Contudo, esse combate não é efetivo no Brasil, haja vista que a gravidez precoce é cada vez mais frequente. Trata-se de um grave problema ligado à ausência de educação sexual e à manifestação de uma cultura de imprudência.
Mormente, é válido destacar que os jovens não recebem adequada orientação sexual, o que se reflete na ocorrência da gravidez precoce. Seja por vergonha, seja por motivações religiosas, as famílias e as escolas mantêm-se omissas diante da temática, levando ao início imaturo da vida sexual dos indivíduos. Assim, enquanto o diálogo educacional não for uma regra, o combate à gravidez na adolescência será uma exceção, uma vez que o homem é aquilo que a educação faz dele, segundo o filósofo Immanuel Kant.
Por estarem mal orientados, os jovens manifestam a cultura de imprudência enraizada na nação brasileira. Essa cultura é um reflexo do movimento de contracultura que, vigente em meados do século XX, estimulou o uso do sexo como estratégia de subversão social. No entanto, os efeitos dessa prática são notadamente nocivos, visto que ela implica a ocorrência da gravidez na infância e na adolescência, períodos em que a gestação oferece riscos à saúde da mãe e do feto, além de acarretar a evasão escolar das jovens gestantes.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para dirimir a problemática da gravidez precoce no Brasil. Cabe ao Ministério da Educação promover a orientação sexual dos adolescentes por meio de cartilhas educativas e aulas que exponham os efeitos negativos da gestação precoce, bem como as maneiras de evitá-la. Concomitantemente, as famílias devem viabilizar o diálogo acerca da sexualidade, com o fito de desconstruir a cultura de imprudência. Assim, vislumbrar-se-á uma sociedade que não apresenta a gravidez no momento errado.