Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/08/2018

Nas civilizações antigas,  a capacidade reprodutiva, àquela época, estava associada aos primeiros sinais de puberdade. No Brasil, hodiernamente, a gravidez na adolescência ainda está em evidência, seja pela falta de informações, bem como pelo contexto familiar que o jovem está inserido.

Segundo Michel Foucault, na obra A Ordem do Discurso (1996), ele afirma que assuntos considerados nocivos, são interditados pela sociedade. De maneira análoga, temas como sexualidade ficam ausentes na pauta de discussão da esfera social, agravando o problema. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2015, o índice brasileiro de gravidez na adolescência estava acima da média latino-americana, estimada em 65,5.  Fator este, resultante da falta de informações sobre métodos contraceptivos, exercendo forte influência na concepção do senso comum sobre o tema.

Vale ressaltar, ainda, que após o advento da Segunda Guerra mundial e a modificação social que ela trouxe, as famílias perdem parte do tempo que antes era destinado aos filhos, principalmente as mulheres, as quais adentraram no mercado de trabalho. E sendo essa instituição a responsável pela educação moral, danos são causados à longo prazo, visto que, há falha quanto à transmissão de valores. Logo, por falta de discussões no que tange a vida sexual ativa, muitas jovens expõem-se à doenças sexualmente transmissíveis e à gravidez precoce.

É indubitável, portanto, que é por meio da educação que a gravidez precoce será combatida. Em razão disso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com a mídia social, realizar campanhas e propagandas de divulgação dos métodos anticonceptivos que são ofertados nas redes públicas de saúde, além da difusão de informações de profilaxia de DSTs, com o intuito de sanar dúvidas relacionadas à vida sexual e diminuir os casos de doenças. Ademais, a família deve criar diálogos com os filhos a respeito da responsabilidade sexual, a fim de instrui-los ao uso correto do preservativo e os riscos caso isso não ocorra. Dessa forma o tabu social , conforme Foucault, poderá ser quebrado no que refere-se a questão da sexualidade.