Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/11/2018

Gravidez precoce

A adolescência constitui uma fase de desenvolvimento caracterizada por profundas transformações a nível físico, psicológico, afetivo, social e familiar, normalmente acompanhada pela descoberta de novas experiências de ordem afetiva e sexual, muitas vezes geradoras de intensos conflitos. A gravidez neste grupo populacional vem sendo considerada em alguns países problema de saúde pública, uma vez que pode acarretar complicações obstétricas podendo afetar a mãe e o recém-nascido, bem como problemas psicossociais e econômicos.

A juventude é uma fase de escolhas que podem ter influência determinante ao desenvolvimento pessoal, social e econômico. Embora o número de gravidez na adolescência tenha diminuído na última década, tornam-se necessários programas que respeitem os direitos sexuais dos adolescentes, contribuindo desta forma para a redução da incidência de abortamento e a reincidência da gravidez, compete à Família, à Escola e às Instituições de Saúde contribuir para a formação dos adolescentes. Os programas de educação sexual voltado a crianças e adolescentes podem reduzir cada vez mais o índice de gravidez na adolescência, sendo eles, programas em escolas, igrejas ou postos de saúde que reúnam os adolescentes e os faça discutir entre eles.

A taxa de natalidade de adolescentes no Brasil pode ser considerada alta dada às características de desenvolvimento brasileiro, sendo observada renda e escolaridade, as tentativas de prevenção devem levar em consideração fatores ou situações precursoras da gravidez na adolescência, tais como, baixa autoestima, dificuldade escolar, abuso de álcool e drogas, comunicação familiar escassa em relação ao exercício de sua sexualidade e de sua vida reprodutiva, para que possam assim tomar decisões sem coerção e sem discriminação; a maioria das gravidezes dos adolescentes e jovens não foi planejada e são indesejados, inúmeros casos decorrem de violência sexual ou de uniões precoces, geralmente com homens mais velhos, ao engravidar voluntaria ou involuntariamente essas adolescentes têm seus projetos de vida alterados.

Para enfrentar a nova realidade da melhor forma possível, buscar apoio emocional e médico faz total diferença. Envolver as famílias, comunidades, serviços e profissionais de saúde na resposta adequada às necessidades e demandas de adolescentes e jovens, incluindo aquelas relacionadas à saúde sexual e reprodutiva. Investir em políticas, programas e ações que promovam os direitos, a autonomia e o empoderamento de adolescentes e jovens, em especial as meninas mulheres.