Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/09/2018
Os avanços tecnológicos na medicina proporcionaram inúmeros benefícios à saúde, como a prevenção de doenças e o controle da natalidade. No entanto, apesar desse progresso, o número de gestações precoces é muito alarmante e preocupa os setores de saúde. Tal fato pode ser explicado pela falta de informações e por condições socioeconômicas precárias.
Em primeira análise, a internet é uma fonte rica em conhecimento a respeito de diversos assuntos, e consoante ao pensamento do filósofo Aristóteles de que ‘‘a dúvida é o princípio da sabedoria’’, nota-se que o indivíduo deve questionar sua realidade para obter informações. De maneira análoga, sem buscar conhecimento, muitas jovens, com idades inferiores a 24 anos, acabam não evitando uma gravidez por não saber, por exemplo, que diversos medicamentos interferem na eficácia dos métodos contraceptivos, logo, isso gera consequências futuras como o abandono escolar.
Ademais, de acordo com a agência da ONU, o Brasil ocupa a sétima posição na taxa de gestações na adolescência, e isso deve-se às péssimas condições socioeconômicas vivenciadas por parcela dessas jovens. Dessa forma, há um desconhecimento acerca dos métodos de contracepção, além de um distanciamento da saúde pública de qualidade, fazendo com que a criança cresça num cenário de vulnerabilidade social.
Em suma, a gravidez precoce é bem recorrente e pode ser evitada com o apoio das Secretarias da Saúde em parceria com as escolas, por meio de eventos com a presença de médicos e enfermeiros que informem aos jovens os diversos métodos para evitar uma gestação e como devem ser usados corretamente, além de distribuí-los gratuitamente nas redes de saúde pública, a fim de reduzir o número de casos e, caso ocorra, oferecer o melhor amparo médico e social à mãe a ao filho.