Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/09/2018

Segundo a visão de Immanuel Kant, filósofo moderno, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Dessa forma, é nítido que a ausência de educação sexual e orientação sobre métodos contraceptivos na adolescência causa efeitos negativos na vida de inúmeros jovens no Brasil hodiernamente. Urge, portanto, enfoque e atenção ao assunto.

Primeiramente, é importante destacar a ineficiência do atual sistema de ensino brasileiro no que tange aos relacionamentos sexuais entre jovens, visto que, no país, 6% das jovens até 19 anos enfrentam a gravidez na juventude. Sob tal perspectiva, percebe-se que a didática atual não se encontra completamente preparada para lidar com a problemática, mesmo com o contato direto com milhões de jovens que podem estar no início de suas vidas adultas.

À posteriori, o desconhecimento de métodos de proteção pode levar à doenças sexualmente transmissíveis de difícil tratamento e controle - Herpes, Aids, HIV - com marcas que podem se estender por toda vida. Não somente, a procura de clínicas de aborto clandestino, que não dispõem dos cuidados necessários e obrigatórios em tais operações colocando as vidas de pacientes em grande risco, se apresenta como um problema crescente entre jovens, como afirma relatório de 2017 da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em síntese, depreende-se que é de vital importância que o Ministério da Educação atue com uma reforma intensiva no sistema educacional, incluindo palestras e debates periódicos com o fito da conscientização sobre a educação sexual e formas de proteção. Em consonância, a família deve orientar sobre os perigos existentes nas relações e importância dos cuidados, criando assim um diálogo aberto para dúvidas e explicações. Dessa forma, na concepção de Kant, a educação fará essa fase de descoberta na vida de vida de jovens e adolescentes muito mais segura, garantindo saúde, educação e pleno desenvolvimento social.