Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 02/09/2018
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), denomina-se gravidez na adolescência a gestação que ocorre entre os 10 a 20 anos. Decerto, essa questão social está presente na sociedade brasileira, uma vez que, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, o Brasil apresenta a taxa de fecundidade entre os jovens acima da média dos principais países do Continente Americano. Dessa forma, faz-se necessária a análise das causas que provocam o país a apresentar esses índices, como a desinformação acerca da sexualidade junto às condições de vulnerabilidade social de diversos jovens.
Certamente, o principal fator que leva à gravidez precoce é a falta de informação sobre a educação sexual, visto que não há a abordagem do assunto na escola. Embora a escola saiba que é importante debater sobre a gravidez na adolescência e sobre métodos contraceptivos, sente dificuldade diante da sociedade, em razão da ideia de que ao informar o jovem, estará o estimulando a torna-se sexualmente ativo. Dessa forma, o jovem movido pela curiosidade devida à escassez de informação, torna-se sexualmente ativo e, em consequência, os índices de gravidez aumentam de maneira alarmante, visto que, 625.750 garotas abaixo de 19 anos se tornaram mães no ano de 2014, apenas no Estado de São Paulo, segundo o site Acidadeon.
Ademais, apesar de o Brasil estar entre as dez maiores economias do mundo, ainda falha em promover a igualdade, pois, embora seja um país rico, ainda há muitas pessoas marginalizadas. Dessa forma, essa disparidade torna o jovem vulnerável, na medida que ocorre a gravidez precoce. Além lidar com o preconceito de vizinhos e familiares, muitas jovens param de frequentar a escola, o que a impede de entrar mercado de trabalho. Isso pode ser evidenciado através do levantamento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios em 2013, no qual, cerca de 83% das adolescentes que são mães precocemente não estudam e nem trabalham.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas com o objetivo de minimizar a incidência de gravidez na adolescência. Para isso, deve-se promover um projeto educacional nas escolas. Sendo assim, o Ministério da Educação, com o auxílio de um psicólogo e um especialista em educação sexual, deve organizar aulas sobre o assunto, onde será abordada a importância dos métodos contraceptivos e deve-se também, ensinar aos pais a importância de falar sobre sexo, para que, assim os adolescentes sejam educados acerca da sexualidade e a sociedade possa saber a importância desse diálogo para amenizar os índices de gravidez precoce. Ademais, o Ministério do Desenvolvimento deve intensificar os programas sociais, como o Bolsa Família, de modo a promover a inserção na sociedade das jovens marginalizadas, para que elas ampliem suas oportunidades sociais, como educação e trabalho.