Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 02/09/2018

Desde cedo, as mulheres são persuadidas a se tornarem mães, brincar de boneca é uma atvidade diária para muitas meninas. Entretanto,sabe-se que no Brasil, vem crescendo o número de crianças e adolescentes que se tornam “mães reais”- segundo o DATASUS, 20% dos bebês nascidos no país são de progenitoras entre 11 e 19 anos. Dessa forma, dois tópicos se sobressaem: as causas da gravidez na adolescência e as consequências para as jovens.

É indiscutível que a adultização e a sexualização precoce afetam inúmeras crianças, que acabam iniciando sua vida sexual precocemente. Outro aspecto a ser discutido é a falta de conhecimento sobre métodos contraceptivos que acabam levando não somente a gravidez, mas também a transmissão de DST’s.

Em virtude dessa gestação muitos problemas surgem na vida dessas pequenas mulheres. Um deles é a evasão escolar que ocorre em aproximadamente 80% dos casos, agravando a situação socioeconômica dessas famílias. Além disso, o corpo dessas meninas não está preparado para receber um bebê - fisiológiamente e mentalmente. Aliado a isso está o fato de que a vergonha pelo julgamento, faz com que muitas vezes não seja feito pelas mães o exame pré-natal que é essencial para a saúde de ambos.

Portanto, infere-se que para a resolução desse contratempo na sociedade brasileira é necessário a atuação conjunta de várias esferas. O Governo Federal deve através das escolas ensinar sobre educação sexual e informar por meio de campanhas publicitárias os métodos contraceptivos oferecidos pelo SUS. As famílias cabe a responsabilidade de orientar seus filhos, conversar sobre prevenção e as consequências de uma gravidez tão cedo. E por último, à sociedade fica o encargo de não julgar os casos que acontecem ao seu redor, respeitando e amparar quando necessário.