Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 07/09/2018

A busca pela queda na taxa de gravidez adolescente

A incidência de gravidez precoce apresenta-se preocupante no cenário nacional, visto que a taxa de gravidez adolescente brasileira é de 68,4 nascimentos para cada mil meninas de 15 a 19 anos, ou seja, 22,4 mais alta que a taxa mundial. Sendo assim, esse índice apresenta-se como um grave problema de saúde pública, além de comprometer o acesso ao ensino das mulheres brasileiras e, por isso, deve ser combatido.

Em primeiro lugar, tornar-se mãe durante a adolescência pode trazer inúmeras complicações à saúde da mulher, que podem levar, nos casos extremos, à morte. Segundo dados da ONU, em 2014, mais de 1900 meninas brasileiras entre 15 e 24 anos morreram por complicações relacionadas à gravidez. Ademais, a gestação precoce pode também incitar problemas psicossociais às mães, que são forçadas a abandonarem práticas comuns de convívio social em troca de cuidados com seus filhos.          Além disso, a gravidez também tende a interromper o ciclo de estudos das adolescentes. De acordo com informações da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados de São Paulo, 3464 meninas com menos de 15 anos engravidaram em 2014, isto é, que não haviam ingressado no Ensino Médio ainda. Dessa forma, essas meninas saem da escola num estágio básico e, infelizmente, raramente voltam aos estudos.

Em suma, para solucionar tanto as complicações de saúde quanto a interrupção escolar advindos da gravidez precoce, é preciso reduzir sua incidência. Para isso, o Ministério da Educação deveria instituir uma campanha direcionada ao Ensino Fundamental 2 e ao Ensino Médio das escolas, destacando a facilidade de ocorrer uma gravidez e como evitá-la, por meio de palestras e dinâmicas que mostrem a importância das pílulas contraceptivas e dos preservativos. Desse modo, busca-se uma queda na taxa de gravidez adolescente, melhorando a qualidade de vida das meninas brasileiras.