Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 07/09/2018

Os ideias da Revolução Francesa, inspirados no iluminismo, tinham como vertentes a liberdade, igualdade e fraternidade. No Brasil hodierno, entretanto, ao observar o evidente número de grávidas adolescentes, deduz-se que a aspiração francesa, apesar de atraente, possui pragmatismo limitado e a problemática perpetua no cotidiano seja por consequências da desigualdade social, seja pela falta de educação sexual nas escolas. Dessa forma, ressalta-se que a postura inerte do Governo instiga o retardo na sociedade.

Mormente, ao avaliar a maternidade precoce por um prisma estritamente histórico,notabiliza-se que até a metade do século XX, era comum meninas menores de idade casarem-se e terem filhos. Paralelamente na atualidade, apesar da mudança na cultura brasileira, ainda é bastante recorrente a gravidez juvenil, sobretudo, em lugares mais pobres como as favelas e periferias. Tal problemática está intrinsecamente ligada a desigualdade social, visto que nos lados menos favorecidos do tecido social há maior registro de mães adolescentes, isso deve-se enfaticamente ao escasso apoio governamental de estabelecer diálogo com seus jovens.

Outrossim, a desinformação é também um fomentador do impasse, haja visto que o currículo escolar não consta a educação sexual como obrigatoriedade.O renomado geógrafo Milton Santos pontuava que uma sociedade alienada é aquela que enxerga o que separa, mas nunca o que une seus membros. Sob essa premissa, é factível dizer que o conhecimento é imprescindível para evitar a gravidez não desejada na juventude assim como as DSTs, caso contrário uma gestação adiantada culminaria em uma fase repleta de preconceitos e julgamentos, além da perda de liberdade.

Por conseguinte, infere-se que a maternidade precoce é produto da estagnação do Estado em frente à adversidade.Diante disso, cabe ao Governo Federal criar planos educativos como palestras ou o acréscimo de educação sexual no currículo estudantil, a fim de instruir aos jovens sobre sexualidade e as consequências da gravidez na adolescência. Essas providências seriam realizadas por professores peritos no assunto ou mesmo profissionais da saúde e aplicadas na faixa etária dos 12 aos 18  anos em colégios públicos e privados .Por fim,tais medidas postas em prática fariam jus ao século da luzes.