Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 28/09/2018

Hodiernamente, não raro, observa-se através das mídias televisivas e sociais, que o Brasil vem enfrentando diversos problemas relacionados à gravidez na adolescência. Um dos fatores que contribuem para esse revés é a escassez de educação para prevenção e proteção sexual dos jovens, que acabam praticando sexo precoce e sem conhecimentos de cuidados essenciais. Nesse sentido convém analisarmos as principais causas, consequências e possível solução desse impasse na sociedade.

A constituição cidadã de 1988 garante educação e conhecimento de qualidade para os estudantes, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro ‘‘Ética a Nicômaco’’, a politica serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturbado no Brasil à medida que a oferta de materiais e apoio para o ensino de prevenção sexual e gravidez precoce não é ensinado e advertido aos adolescentes na sala de aula das escolas públicas e privadas durante atividades extra curriculares. Com isso os jovens imaturos e ainda despreparados acabam tendo relações sexuais desprotegidos, o que pode gerar doenças e até uma possível gravidez muito cedo para as garotas.

Consequentemente às jovens de alta vulnerabilidade são afetadas diretamente com um filho gerado tão cedo em suas vidas, muitas vezes sem condições financeiras e morando em comunidades de risco. Elas acabam optando por largar a escola para cuidar da gravidez, mas uma grande maioria acaba falecendo por serem tão novas e não terem acompanhamento médico adequado e de qualidade para exames indispensáveis como de pré-natais, aumentando o índice da mortalidade materna no país e transtornos psicológicos por serem mães tão jovens.

Por tanto, o Governo deve capacitar profissionais da área de saúde, por meio de treinamentos, aulas online e presenciais, para desenvolverem palestras e seminários, juntamente com as Escola, especialistas sexólogos, e psicólogos. Espera-se, com isso, diminuir o número de mortalidade infantil e materna entre as adolescentes brasileiras.