Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 03/10/2018

Bentham, sociólogo utilitarista, afirmou que toda ação humana deve proporcionar o bem ao maior número de pessoas possíveis. Entretanto, hodiernamente, o pensador veria sua teoria ferida ao se tratar do ascendente número de adolescentes grávidas no Brasil. Nesse sentido, o ato sexual precoce acarreta ao despreparo materno e abandono escolar, seja pela ausência de programas informativos, seja pela inexistência de incentivo educacional após a concepção da criança.

Em primeira instância, é válido ressaltar a importância de projetos em escolas direcionados à gravidez na adolescência. Consoante ao pensamento do líder africano, Nelson Mandela, o qual diz que a educação é capaz de mudar o mundo, o aprendizado escolar torna-se um instrumento importante para a mudança dos hábitos dos alunos frente à sua capacidade informativa. Destarte, a demonstração das consequências do ato sexual desprotegido no interior escolar transfigurar-se-ia na progressiva diminuição dos índices de gestação na adolescência.

Ademais, urge salientar que o estímulo à educação é de extrema importância para a reinserção das grávidas no ambiente escolar. Segundo pesquisas realizadas pelo Jornal O Globo, cerca de 75% das adolescentes abandonam os estudos devido à gravidez precoce. Dessa forma, o despreparo materno motivado pela idade inapropriada para a gestação, somada à ausência de programas de integração em escolas para as mães, corrobora para a assídua permanência dos casos de gravidez imatura.

Fica evidente, portanto, que medidas eficazes devem ser tomadas para a mitigação da problemática. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação promover projetos mensalmente em escolas, por meio de teatros, cartazes, folhetos e vídeos demonstrativos, com a participação de profissionais especializados na interação com adolescentes, com o objetivo de informar à todos os gêneros sobre a importância da proteção no sexo. Além disso, a escola, em ação conjunta com ONG’s, deve criar creches em horário integral para os filhos de adolescentes, a fim de incentivar a conciliação entre estudo e maternidade. Assim, quiçá, o ato sexual torne-se consciente e não proporcione o abandono escolar.