Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 01/10/2018

A problemática da gravidez na adolescência é um assunto já muito discutido no Brasil. Isso deve ser mantido, uma vez que os índices de jovens nessa situação, apesar de diminuírem, continuam altos. Nesse sentido, faz-se relevante os entraves relacionados ao tema; suas consequências socioeconômicas; bem como as ações públicas possíveis para prevenção do problema.

Em um país fundado em bases religiosas, a discussão sobre atos sexuais se tornou um tabu social. Dessa forma, a falta de diálogo sobre o assunto e de orientações familiares favorecem novas ocorrências de gravidez. Junto disso, a fácil disseminação de informações que ocorre atualmente, deixa os jovens a mercê do acesso a conteúdos impróprios em mídias diversas. Assim sendo, estes são os principais entraves levantados pelo tema. Por consequência da falta de amparo social, a escola acaba se tornando o local propício para que os vulneráveis possam ser conscientizados e sexualmente educados, desmistificando que esse ensino serviria como incentivo, mas sim uma ação preventiva .

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) é considerada situação de gravidez na adolescência quando a mãe está na faixa dos 10 aos 20 anos de idade. De tal maneira, a precocidade de tal conjuntura, caracteriza essas jovens como um grande grupo de risco, sendo fatores de preocupação para a gestão pública e potencializando danos socioeconômicos, tanto para sua vida pessoal como para a nação. Dentre os malefícios podem ser citados: a evasão escolar das mães, consequente desemprego e dependência econômica, perpetuação da pobreza. Além dos prejuízos no que tange a saúde pública, como abortos inseguros. Portanto, para que o desenvolvimentos pessoal, social e profissional da gestante não seja afetada, medidas preventivas se mostram vitais.

Diante dos argumentos supracitados,  infere-se o Estado como principal agente promotor de mudanças, uma vez que a temática é uma questão de grande cunho social. Portanto, cabe ao mesmo, na figura do Ministério da Educação, a efetivação de políticas educacionais através do ensino e orientação sexuais como método transversal de educação, a fim de amparar e conscientizar os jovens dos riscos que enfrentam, bem como os cuidados que devem ter. Soma-se a isso, a atuação do Ministério da Saúde de modo a criar um programa nacional nas unidades de saúde através de meios de comunicação que esclareçam dúvidas ocultadas; além de publicações em mídias socais, que atinjam o público adoelscente, objetivando a discussão do assunto no seio familiar. Afinal, como disse Platão " a direção na qual a eduacação se inicia a um homem irá determinar sua vida futura."