Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 04/10/2018

Gravidez na adolescência

A gravidez na adolescência sem dúvida é uma irresponsabilidade, tanto dos adolescentes, quanto de seus pais, pois está na Constituição Federal, Art. 227 que os pais são responsáveis pela a educação de seus filhos, nota-se que ao ter uma família unida e sensata, que já introduza o seu filho a estas questões sociais com antecedência, a probabilidade de algo de tamanha magnitude, feito essa situação acontecer é praticamente nula.

Segundo nosso Ministério da Saúde, a cada 100 mulheres que têm bebês, 28 tem menos de 18 anos, o que reforça o quão despreparada está a sociedade. Este número pode acarretar em consequências tanto físicas, sociais, quanto psicológicas. Uma pessoa com 18 anos, por mais que já seja uma adulta, não tem maturidade e nem seriedade para cuidar de outra vida, quem dirá alguém com 10, 12 ou 15 anos, pessoas dessa idade devem preocupar-se com questões que são importantes ao seu futuro, como escola, faculdade, emprego, pensar meios de obter sucesso naquilo que gosta e inúmeras outras questões.

A adolescente que engravida sem planejamento, na maioria das vezes, é aquela que não teve um diálogo com seus pais sobre este possível acontecimento, que lhe alertasse ou aconselhasse sobre este assunto e  provavelmente quase não recebe orientação nenhuma de outro âmbito. Os motivos podem ser negligência dos pais ou simplesmente os próprios filhos que se afastaram da sua família, o que faz com que o adolescente comece muito cedo sua vida sexual, a mídia incentiva com notícias impactantes, filmes, séries e músicas, como o funk, que promovem a erotização infantil e induz a criança a pensar que tem liberdade de fazer o que quiser e que só cabe a ela ter direitos e mais direitos, assim deixa a responsabilidade e obrigação de lado, dessa forma, prejudica o seu futuro.

Há muitas formas de conseguir evitar a gravidez precoce, uma delas é incentivar todos os pais e até a escola, por meio de investimentos do governo em propagandas e matérias em meios de comunicação, a ter mais diálogo com as crianças para já alertá-las sobre a existência deste problema e fazê-las pensarem sobre o planejamento de suas vidas pessoais e o que querem para o bem de seu futuro,  exigir das escolas que procurem apresentar palestras e campanhas de conscientização que exponha informações importantes, como reforçar o fato que tanto o homem quanto a mulher estão sujeitos a doenças sexualmente transmissíveis, haver a distribuição de contraceptivos nos postos de saúde dos municípios para aqueles que não tem condições de comprá-los, oferecer serviços de tratamentos psicológicos, e ainda há várias outras boas propostas.