Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 10/10/2018

De acordo com a OMS, o Brasil tem gravidez na adolescência acima da média latino-americana, esse fato evidencia o difícil combate desse problema no país. A desinformação e o machismo são uns dos responsáveis da dificuldade nesse combate, que desencadeia na evasão escolar e na não inclusão no mercado de trabalho desses jovens.

A geração atual é conhecida como a geração da informação, nunca se discutiu tanto assuntos tabus na sociedade, por causa desse avanço atualmente as escolas disponibilizam palestras sobre sexo e as doenças sexualmente transmissíveis, porém as mesmas falham ao tratarem sobre prevenção, desencadeando jovens que conhecem mas não sabem usar preservativos e anticoncepcionais.

Em consequência disso, adolescentes engravidam e ao terem seus filhos abandonam a escola, fazendo com que futuramente o ingresso no mercado de trabalho seja dificultado. Segundo a IPEA, 58% dos adolescentes que engravidam não trabalham nem estudam, provocando a exclusão dessas jovens da sociedade.

Infere-se, portanto, que é imprescindível um maior combate sobre esse problema. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação deve criar uma cartilha, que contenha todos os assuntos obrigatórios a serem tratados em palestras exemplificando esses assuntos, essas cartilhas seriam distribuídas para todos os profissionais que realizariam as palestras sobre sexo, para que dessa forma todos os assuntos sejam tratados de forma clara e coesa com os jovens. Ademais, cada escola deve conter suas próprias normas para a inclusão das jovens mães na educação, assim levando em conta a infraestrutura das escola e evitando a evasão escolar. A partir dessas ações, espera-se que os índices de gravidez na adolescência diminuam e que as jovens mães não sejam segregadas da sociedade.