Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 11/10/2018
O princípio latino “carpe diem”, que significa aproveitar o presente sem ter medo do futuro, foi utilizado no Brasil do século XVII pela literatura arcaica. Da dimensão literária para a realidade contemporânea observa-se a vivacidade desse sentimento o qual permeia os jovens brasileiros fomentando atos impensados que acarretam o aumento da gravidez precoce no país . Nesse contexto, essa problemática tem base em fatores políticos e sociais.
Em primeira análise é válido pontuar que a omissão familiar é a principal responsável pela desinformação dos jovens frente à sexualidade, gerando maiores casos de gravidez precoce. Isso acontece porque, na sociedade hipercapitalista atual, a maioria dos pais passam mais tempo trabalhando e acabam sem tempo para diálogos importantes com os filhos. Além disso, muitos pais ainda enxergam o sexo como um tabu e não permitem, inclusive, que as escolas abordem esse tema. Por consequência desse pensamento retrógrado, muitos jovens não têm conhecimento dos métodos contraceptivos, e, por isso, aumenta o número de mães adolescentes.
Outrossim, somando-se aos atos supracitados verifica-se que a vulnerabilidade social na qual estão inseridos os jovens pais destaca-se como fator contribuinte para esse impasse. Sob esse viés, é notório que pessoas com difícil contexto socioeconômico as quais apresentam, muitas vezes, baixa escolaridade, falta de informação e de planejamento estão aptas para engravidarem cedo. Prova disso são os dados do Sistema de Informação sobre os Nascidos Vivos (SINASC) os quais apontam que a Região Nordeste, região menos favorecida politicamente e pouco desenvolvida, tem os maiores índices de ocorrência de gravidez precoce.
Portanto, a família e o poder público devem combater os incentivos à gravides precoce no Brasil. Em razão disso, as famílias em parceria com as escolas devem promover palestras sobre informação sexual a fim de conscientizar os jovens e adolescentes para os riscos das relações sexuais sem proteção e de quebrar o tabu estabelecido sobre o assunto. Além disso, o poder público deve reformular políticas públicas através da educação de qualidade, apresentações artísticas que enfatizem a importância de planejar o futuro, e programas filantrópicos, os quais alcancem a população mais desprotegida com o intuito de incentivar os jovens a criarem projetos de vida, bem como, diminuir os casos de gravidez juvenil. Só assim, os jovens poderão aproveitar o presente de maneira responsável e segura.