Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/10/2018

Durante o Movimento de Contracultura - que ocorreu na década de 60 - houve a ascensão da ideia do “sexo livre” entre os adolescentes, ou seja, sem proteção. Como resultado, ocorreu o aumento considerável nos índices de gestações precoces. Hodiernamente, a problemática da gravidez na adolescência persiste no Brasil. De forma lamentável, a falta de orientação familiar, bem como a persistência da irresponsabilidade juvenil, dificultam a resolução do impasse.

Segundo o filósofo Platão, o modo no qual a educação se inicia na pessoa irá determinar seu futuro na vida. Partindo desse pensamento, o diálogo entre pais e filhos sobre tópicos diversos, mormente sexuais, é primordial; afinal, a família é  alicerce educacional dos indivíduos. Todavia, o assunto em questão ainda é tido como tabu por parte da população, já que se tem a ideia errônea de que, ao debater sobre a temática, acarretará em incentivo para o início da vida sexual. Por conseguinte, visto a escassez informacional dos adolescentes, os índices de gestações nessa faixa etária crescem de forma alarmante.

Outrossim, vale ressaltar também a negligência juvenil como outro fator para a problemática. O sociólogo Bauman caracteriza a modernidade atual como “líquida”, ou seja, baseada em relações superficiais e descartáveis. Consoante a esse preceito, há a valorização  entre a juventude de relacionamentos lépidos e que visem unicamente o prazer. Com isso, a preocupação no que tange a proteção sexual - como o uso de preservativos - é mínima. Assim, a ocorrência de gravidez precoce como resultado de imprudência é, além de esperável, consternador.

Urge, portanto, medidas para alterar a conjuntura da gravidez na adolescência no Brasil. As escolas -  - como grandes influenciadoras da sociedade - devem promover debates e aulas entre professores e familiares sobre sexualidade e afins. Desse modo, os pais podem ter acesso à informação e, assim, auxiliar os filhos de maneira adequada. Paralelo a isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com núcleos tecnológicos, a criação de aplicativos lúdicos que visem oferecer não só informes sobre métodos contraceptivos, mas também diálogos entre adolescentes e profissionais da saúde. Destarte, será possível evitar a irresponsabilidade juvenil e, assim, impedir que o cenário contracultural adentre à realidade hodierna.