Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 11/12/2018

A gravidez é um fato que muda totalmente a vida de uma mulher, e se esta gravidez chega na adolescência afeta ainda mais, podendo causar problemas sociais e de saúde. Mesmo sendo algo que causa estranheza na sociedade, a gravidez na adolescência é algo muito comum, principalmente em áreas mais pobres e com carência educacional. De acordo com a ONU Brasil, a taxa de gravidez na adolescência no país é de 68,4 nascimentos a cada 1000 jovens mulheres, um número alarmante e que precisa ser diminuído.

As populações mais atingidas são as de alta vulnerabilidade, com baixa renda familiar e residentes nos interiores do país. Essa maior incidência se deve, principalmente, à falta de informação; sem tempo para se dedicar aos filhos ou mesmo por receio de falar sobre o assunto, muitos pais não oferecem uma educação sexual dentro de casa, o que acaba deixando os adolescentes mais vulneráveis tanto a gravidez precoce como a doenças sexualmente transmissíveis.

Meninas e meninos estão sujeitos as consequências de uma vida sexual precoce e desinformada, mas certamente as meninas são as mais afetadas por este problema. No caso de uma gravidez, quase todas as jovens interrompem os estudos e saem de casa, ficando mais vulneráveis a relacionamentos abusivos, que vão desde agressões até a proibição do uso de anticoncepcional, aumentando as chances de uma nova gravidez. Outro risco muito grande para estas jovens mães é a saúde, pois dependendo da idade, uma gravidez pode trazer efeitos profundos no corpo e até mesmo levar a morte. Filhos de mães jovens também têm suas vidas severamente afetadas, pois além do risco de ter uma saúde mais frágil, as chances de cair na pobreza são maiores do que de mães adultas.

A gravidez na adolescência no Brasil precisa ser combatida urgentemente, e isso deve ser feito com a união da área da saúde, da educação e principalmente das famílias. O ministério da educação, juntamente com o ministério da saúde, deve dar início a um projeto pedagógico voltado para a  educação sexual nas escolas públicas, podem ser incluídos neste projeto aulas sobre sexo seguro, palestras e debates para os jovens e para os pais. Outra medida a ser tomada deve ser nos postos de saúde, cartilhas explicativas e visitas mensais às famílias com alto índice de vulnerabilidade devem ser implantadas, é muito importante influenciar a educação sexual dentro de casa. O sexo precoce existe, e não deve ser tratado como tabu, a falta de diálogo somente aumenta o problema.