Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 01/11/2018
Na popularmente conhecida como Idade das Trevas, a partir do século V, a fecundidade das mulheres era, além de um sinal de dignidade, uma obrigação social. Sendo assim, as meninas, logo após suas primeiras menstruações, eram obrigadas a se casarem e terem filhos prematuramente. Hodiernamente, no Brasil, isso não é mais a realidade, porém, a ocorrência da gravidez na adolescência continua persistindo, não por obrigação social, mas por falta de conhecimento e métodos de prevenção. Nesse contexto, não há dúvidas que esta problemática ocorre devido não só a falta de educação sexual, mas também a condição financeira das gestantes. como
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Canadá, onde as políticas de educação sexua são eficientes, as taxas de fecundidade entre meninas de 15 à 19 anos é 7 vezes menor que a do Brasil. Percebe-se assim, que o precário investimento nessa ária e a falta de preparação da população para lidar com esta situação. dessa forma, isso se mostra um problema que impede o desenvolvimento, uma vez que a dificuldade de arrumar emprego e ao distanciamento da educação aumenta a camada pobre da população.
Atendo-se aos fatos supracitados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mulheres pobres, negras e de baixa renda são as que mais engravidam em relação à proporcionalidade. Isso porque a educação debilitada oferecida pelas escolas, aliada ao preconceito com a cor de pele e a desigualdade social, faz com que as jovens tenham baixa perspectiva em relação ao mercado de trabalho futuro. Assim, tristemente, aceitando que seu papel na sociedade é ser mãe.
Portanto, é indubitável a necessidade de atenuar este problema. Destarte, cabe ao Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde investir na capacitação dos professores, na distribuição de preservativos e na realização de palestras pelas cidades. Visando assim, uma diminuição dos nascimentos indesejados, uma melhor qualidade de vida e uma maior inclusão social, que à médio prazo pode nos levar à patamares canadenses atuais, caminhando para um futuro cada vez mais iluminado e longe das trevas que assolaram a Idade Média.