Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 02/11/2018
Atualmente, estima-se que cerca de 26,8% de adolescentes iniciaram sua vida sexual antes dos 15 anos. É muito comum em locais de baixa renda às meninas terem uma gravidez indesejada, seja ela abusada sexualmente ou não, por conta de serem adolescentes pobres, negras, indígenas e com menor escolaridade.
No entanto, o descuido que leva a uma gravidez é a falta de informação ou acesso a métodos contraceptivos. Apesar de que, os postos de saúde liberam preservativos gratuitamente, muito das vezes faltam. Embora o homem não se importe em prevenir-se, leva ao fator também da menina não ter condição para comprar preservativos e tomar anticoncepcional. Acabam que tenham relação desprevenida mesmo, sem pensar nas consequências que pode gerar.
Muitos casos de gravidez na adolescência é o abuso sexual sofrido. Não bastasse a jovem ter passado pelo trauma da agressão sexual, em muitos casos, tem de enfrentar um drama ainda maior. Todos sabem que o aborto é permitido no Brasil nesse caso, segundo o artigo 128, do Decreto Lei 2848 do código penal. Porém, mesmo o aborto sendo permitido por lei em casos de agressão sexual, ainda é um tabu para muitas famílias e profissionais. As famílias na maioria das vezes não aceitam por questões religiosas.
Em virtude do cenário atual, o Ministério da saúde deveria disponibilizar agentes comunitários para assegurarem de todo mês levarem preservativos e anticoncepcionais para adolescentes de baixa renda, além de discutirem com elas o fato de que é imprescindível usar preservativos para que não contraia doenças sexualmente transmissíveis. Agentes sociais e psicólogos, juntamente com a mídia, deveriam desenvolver palestras sobre o aborto, mostrando para as igrejas e as famílias cristãs que o aborto envolve muito mais do que interromper uma gestação. É questão de saúde física e mental da jovem, em razão do trauma que irá carregar pela vida inteira.