Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/11/2018
A adolescência, idade compreendida entre 10 e 19 anos é uma época de descobertas, onde, por exemplo, os picos hormonais podem levar ao início da vida sexual, a qual pode acontecer com ou sem uso de preservativos. Grande parte da população atual ignora o uso de métodos contraceptivos, o que acarreta maior índice de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.
Dados de 2011 mostram que o país teve 533 mil nascimentos vindos de adolescentes entre 15 e 19 anos e 27 mil entre 10 e 14 anos. Estes problemas ocorrem tanto pelo uso incorreto de métodos anticoncepcionais quanto pela falta de conhecimento dos mesmos. Consequentemente, o assunto torna-se uma questão de saúde pública, uma vez que causa riscos à saúde da mãe e do bebê e tem impacto socioeconômico, pois muitas grávidas abandonam estudo e apresentam dificuldade para conseguir emprego. A mulher grávida precocemente pode apresentar risco de morte e complicações ao feto, como a prematuridade e baixo peso, aborto natural, morte pré-natal e etc. Dados do Ministério da Saúde apresentaram um total de 274 mortes de mães, que além de causas obstétricas, podem estar relacionadas com a tentativa de aborto. Atualmente, pesquisas governamentais comprovam que a gravidez na adolescência está associada com a baixa renda, baixa escolaridade e pouca perspectiva de futuro, logo, o problema vai além de fatores psicológicos.
Dessa forma, o governo pode desenvolver campanhas que conscientizem essa parte da população e disponibilizar apoio àquelas que necessitarem, divulgando em meios de comunicação e escolas.