Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/11/2018
A juventude tornou-se um campo cada vez mais repleto de fatores questionáveis e preocupantes conforme o índice de natalidade no Brasil aumenta em questão da gravidez indesejada na adolescência e merece mais atenção para então ser evitada.
Segundo o artigo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), divulgado em 2013, foi verificado que, apenas no Brasil, 12% das adolescentes entre 15 e 19 anos de idade têm, pelo menos, um filho. Este mesmo artigo alegava que 19,3% das crianças nascidas em 2010 são filhos de mães menores de 19 anos. Com a passagem acima já é possível perceber que o Brasil apresenta taxas de fertilidade consideravelmente altas e, ademais, estas não se restringem a mães com faixas etárias mais baixas. Estas afetam, em sua maioria, jovens presentes em espaços que apresentam grande desigualdade social ou por possuírem baixo nível de escolaridade, logo estão longe do alcance de informações e advertências a respeito dessa questão. No momento em que uma adolescente fica responsável por uma criança, são garantidas muitas consequências que afetam diretamente o futuro da jovem e de sua respectiva família, a qual torna-se ainda mais dependente, principalmente em questões econômicas. O abandono dos estudos é, geralmente, inevitável, dita pela necessidade da supervisão e dos cuidados constantes ao filho. São criados obstáculos, inclusive, para seu desenvolvimento social, muito associado a seu psicológico.
Dentre os métodos para evitar a gravidez precoce, há medidas que promovem a criação de leis e normas mais rígidas e há iniciativas na educação individual em meio familiar e escolar. Apoio de programas e palestras que promovem ideias de prevenção são de extrema importância, visando que muitas das jovens mães apresentam baixo nível de conhecimento sobre o processo da gravidez, do modo que se inicia até suas respectivas consequências. Repassar a ideia do quão importante é o uso de anticoncepcionais e seus tipos diversos é fundamental. Além destes, há aqueles facilmente acessíveis, os preservativos, que além de evitarem a gravidez não planejada também previnem possíveis doenças sexualmente transmissíveis e diversos riscos graves à saúde da adolescente. Considerando-se assim, o assunto em questão não deve haver receio algum em ser debatido, muito pelo contrário. É indispensável o consentimento da possibilidade de tais eventos por razão de falta de cuidado e responsabilidade, logo estes conhecimentos devem ser amplamente propagados.