Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 15/11/2018
Alternativa ao combate da banalização
A gravidez, um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher, caso mal planejada, pode resultar em um dos piores pesadelos das adolescentes. Por mais que os princípios biológicos não visem provocar danos ao progenitor, os sintomas e consequências da gestação são debilitantes, o que afeta a saúde e limita a disponibilidade para efetuar as atividades diárias, e acaba por impossibilitar uma agenda de trabalhos ou estudos.
A adolescência é um período de desenvolvimento, preparação e amadurecimento para a vida adulta, em que o indivíduo tem prioridades, como por exemplo, a sua formação pessoal e graduação. Em razão dos efeitos que causam, a gravidez é vista como um empecilho nesta jornada, visto que adolescentes são menores de idade e quase sempre, financeiramente dependentes de seus pais.
A banalização do sexo é uma das principais causas da gravidez na adolescência. Na mentalidade, não só de adolescentes, mas como a da maioria dos brasileiros, o ato sexual é visto como um simples momento de prazer, no qual ignoram-se as consequências, que são vistas como “falta de sorte”. Enquanto não houver a conscientização da maioria dos brasileiros, de que este assunto deva ser levado adiante com maior seriedade, as estatísticas continuarão assustando a todos, revelando os inúmeros casos que ocorrem.
Por mais que existam casos de abusos, estupros e fatores culturais/religiosos que fazem com que as mulheres tenham “gravidez precoce”, não são as principais causas. São exceções, no que se refere a alarmante quantidade de “gravidez indesejada”, que além de prejudicar a saúde mulher, pode prejudicar o futuro profissional. E também, para aqueles (poucos) jovens que decidem assumir a responsabilidade, e desde cedo já começam a trabalhar em empregos que não exijam formação, para conseguir um mínimo sustento para a nova família gerada sem planos.
A Igreja é a “instituição” que mais luta contra a banalização do sexo, em razão de ser parte dos princípios cristãos. É possível que haja um incentivo a este trabalho da igreja sem impor a religião. Embora a maioria dos brasileiros seja católico, o Estado é laico, e por este motivo, é importante promover a ascensão e dar maior destaque a este específico assunto, que possui soluções embasadas na religião, e contribui para a solução de questões sociais.